Lula volta a dizer que economia não tem mágicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou hoje que pretende chegar ao crescimento econômico que havia sido planejado por seu governo. Lembrando que o País cresceu 1,2% em fevereiro sobre janeiro e 4,2% no primeiro bimestre do ano sobre o mesmo período do ano passado, ele insistiu que os indicadores ajudam a sustentar a idéia de que o Brasil será capaz de deixar a posição de país emergente para ingressar no rol de mercados desenvolvidos."As informações que eu tenho é que a economia vai crescer de forma sólida, exatamente do jeito que nós programamos e temos falado", disse o presidente, em um longo discurso, proferido durante um evento promovido no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). "Economia não tem mágica", acrescentou Lula, insistindo que, para uma área como essa, não há como simplesmente despertar pela manhã, definir um plano e anunciá-lo.Lula citou como exemplo a situação do câmbio. Ele afirmou que tem dito a empresários que é preciso manter o câmbio flutuante. "Não há possibilidade de o País dar certo, se nós inventarmos uma lógica do câmbio."O presidente ressaltou que, quando isso acontece, corre-se o risco de o prejuízo aparecer num momento em que "a mentira" se esvai. De acordo com ele, o que permitirá que o câmbio se regule é a queda da taxa de juros, que já está ocorrendo, e a manutenção do controle inflacionário. Lula aproveitou para assegurar ao mercado de que não tem planos de interferir no sistema de câmbio flutuante. " O único defeito do câmbio flutuante é que ele flutua, disse o presidente em tom de brincadeira, fazendo uma comparação com uma caixa d´água, que pode encher demais e transbordar sem uma bóia", explicou. De acordo com ele, o fato de ser um ano eleitoral não irá alterar a posição do governo sobre o assunto "Nos vamos manter esta tranqüilidade", afirmou Lula, salientando que nada o fará, por causa de um ano eleitoral, tomar uma decisão que possa colocar em risco "tudo o que foi feito até agora". ImportaçõesAo destacar os avanços na estabilidade econômica e a necessidade de manter a redução dos juros e o avanço das exportações, Lula aproveitou para defender que o País está também diante da necessidade de elevar suas importações. O Brasil precisa aumentar suas importações sobretudo, as de bens de capital", disse o presidente."É preciso comprar máquina para aumentar a competitividade e modernizar a indústria", disse. E prosseguiu: "Do jeito que estamos exportando muito, tem dólar demais e aí não adianta só o Banco Central comprar dólares", disse o presidente.

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