Lula volta a dizer que caso Renan é assunto do Senado

Em reunião da coordenação política, presidente se coloca à disposição do senador para recebê-lo

Tânia Monteiro, do Estadão

18 de setembro de 2007 | 21h22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 18, durante reunião da coordenação política no Palácio do Planalto, que os problemas surgidos após a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no processo de cassação de seu mandato é assunto do Senado. A acusação era de que teve despesas pessoais pagas por um lobista.  Veja Também:  Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   Segundo informações do Palácio do Planalto, na reunião, Lula deixou claro que o caso Renan não é assunto da reunião de coordenação. O presidente comentou, ainda de acordo com o Planalto, que criou-se uma expectativa de que ele, Lula, se envolveria nas conversas sobre o caso Renan quando retornasse da Europa. Ele reiterou que este assunto é um assunto do Senado. O presidente voltou a dizer sua disposição de receber o presidente do Senado quando este quiser. Um encontro de Lula com Renan era esperado para esta terça-feira, mas não aconteceu. O próprio Renan disse que não estaria com Lula nesta terça, e desdenhou da importância do encontro, que poderia definir um destino de seu futuro no Senado. "Converso com ele com freqüência e não tem nada urgente para tratar", disse Renan a jornalistas, ao chegar ao Senado.  O governo precisa aprovar a prorrogação da CMPF até 2011, mas a oposição ameaça obstruir a votação no Senado enquanto Renan estiver na presidência. O senador, porém, reafirmou sua intenção de não deixar o cargo, mesmo que temporariamente. "Licença, essa coisa não existe. Licença, férias, nunca existiram", disse Renan, rejeitando as sugestões de se afastar da presidência da Casa para facilitar a votação da CPMF.  "Até terça-feira, a decisão era minha, depois de quarta-feira, a decisão com relação à minha inocência e à minha permanência é do Senado", afirmou, referindo-se ao dia em que o plenário rejeitou a cassação de seu mandato. "Em todo o parlamento do mundo cabe à maioria decidir e à minoria entender", enfatizou, enviando um recado à oposição que não aceita sua permanência à frente da Casa. (Com Reuters)

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