Lula volta a criticar subsídios dos EUA e União Européia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar os Estados Unidos e a União Européia por concederem subsídios agrícolas aos seus produtores. Em discurso durante sessão solene da Assembléia Nacional de Cabo Verde, em Praia, Lula disse que o Brasil vem lutando em todas as negociações comerciais que participa, para que os benefícios do livre comércio cheguem a todos e que os pequenos produtores agrícolas dos países pobres não sejam prejudicados por práticas comerciais "injustas" e muitas vezes "hipócritas"."É inadmissível que multidões permaneçam em extrema pobreza, devido às barreiras impostas pelos países desenvolvidos. Não podemos permitir que populações inteiras paguem os preços dos subsídios concedidos a uma minoria rica", acrescentou.Lula convidou o primeiro-ministro e o presidente de Cabo Verde para participarem, no próximo dia 20 de setembro, em Nova York, do encontro de chefes de Estado e de Governo, para discutirem a pobreza e o combate à fome no mundo. Aos deputados de Cabo Verde, Lula disse que o objetivo do seu governo não é apenas fazer o PIB crescer, mas resgatar a imensa dívida social no Brasil."Fizemos sacrifícios para afastar ameaças, a estabilidade fiscal e financeira e já estamos colhendo os resultados", relatou. O presidente lembrou que em junho passado a produção industrial no Brasil aumentou mais que em todo o ano de 2002. "O Brasil encontrou a rota de crescimento. Um crescimento sustentável e duradouro, centrado na geração de empregos e na distribuição de rendas". Estratégia Lula assinou na capital de Cabo Verde, Praia, uma série de acordos de intenção nas áreas de tecnologia, comércio, educação e saúde. Lula disse que o intercâmbio com os países da África é uma estratégia e uma preocupação de seu governo.Ele voltou a afirmar que o Brasil tem uma dívida histórica e moral com o continente africano. O presidente argumentou que o intercâmbio com países com comércio de pequeno porte é uma alternativa que deve ser adotada pelos países que querem expandir seus mercados. Na avaliação do presidente, Cabo Verde pode ser uma porta de entrada de produtos brasileiros para outros países africanos.

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