Lula volta a aparecer no programa de Dilma

Horário eleitoral do PT enfatizou as comparações entre o atual governo e o do tucano FHC

Anne Warth, da Agência Estado,

28 de setembro de 2010 | 14h49

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a participar do programa eleitoral da tarde desta terça-feira, 28, da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Na gravação, Lula disse ter certeza de que Dilma vai continuar seu trabalho e transformar o Brasil em um país desenvolvido. "Hoje, quando eu olho pra trás e vejo como o Brasil mudou, é até difícil explicar. Mudou tudo, a forma como o brasileiro enxerga o País, a forma como o mundo enxerga o Brasil. Estamos prontos para crescer como nunca crescemos antes", afirmou.

"O governo tem um rumo, a economia está sólida e o povo está confiante. A gente percebe uma energia nova no País", disse Lula. "Quer saber? Valeu a pena ter vivido tudo que eu vivi para ver que era possível transformar o Brasil num país melhor. Tenho muito orgulho de ter começado esse trabalho e a maior certeza do mundo que a Dilma vai dar os passos que ainda faltam para o Brasil se transformar num país realmente desenvolvido."

O programa de Dilma enfatizou as comparações entre as realizações do governo Lula e as do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, destacou os programas coordenados pela ex-ministra, como o Luz para Todos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, e voltou a comemorar o processo de capitalização da Petrobras.

"Tudo que está sendo colhido agora é fruto do que plantamos desde o primeiro dia do governo Lula. Agora que a eleição está chegando na reta final, é mais importante que nunca cada brasileiro comparar o nosso modelo de governar com aquele modelo do passado. Para nós, melhorar a vida das pessoas não é uma promessa de campanha, é uma prática do nosso dia a dia", disse Dilma.

"Hoje, ninguém que nasce pobre está condenado a ser pobre para sempre. Pelo contrário, ele sabe que pode subir na vida e que tem um governo que vai lhe apoiar", afirmou a candidata.

Saúde

Já o programa de José Serra (PSDB) focou nas propostas na área de saúde e criticou as ações do governo federal, mas sem citar o nome do presidente Lula ou de Dilma. "Não tem como negar: a saúde hoje é o problema número 1 do Brasil inteiro, de todos os Estados e todos os municípios. A verdade é que o governo federal não fez o que devia na saúde", afirmou.

"Por exemplo, não deram continuidade aos mutirões, fizeram pouco pelos genéricos, não investiram na saúde da mulher, muito pouco nos hospitais, nada nas consultas e nos exames", citou Serra. "Você sabe o que eu fui capaz de fazer na saúde como ministro. Agora, como presidente, vou poder fazer muito mais."

O programa do tucano explorou também suas realizações como ministro da Saúde, do Planejamento, prefeito de São Paulo e governador paulista. Ele prometeu investir em saneamento, criar 150 policlínicas em todo o País, construir hospitais regionais no interior, fazer uma rede de atendimento para pessoas com deficiência e diminuir os impostos sobre os remédios. "É um absurdo o que a família brasileira paga de impostos sobre remédios hoje em dia."

Ascensão

Em ascensão, segundo as mais recentes pesquisas de intenção de voto, Marina Silva (PV) disse ter a certeza de que irá para o segundo turno. "O que eu sinto por onde passo é a certeza de que vamos para o segundo turno para debater com profundidade os problemas do Brasil", disse. No programa, foram exibidas gravações com o ator Marcos Palmeira e a cantora Adriana Calcanhotto em apoio à candidata.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) investiu na comparação entre as propostas dos candidatos. "Estamos na reta final e agora é a hora em que você faz a diferença. Lembre-se de quem falou seriamente em desigualdade social, reforma agrária, reforma urbana, educação pública, saúde pública. Esta é a diferença", afirmou.

Rui Costa Pimenta disse que o PCO é o verdadeiro partido dos trabalhadores, dos revolucionários e dos socialistas. Zé Maria (PSTU) criticou os governos do PSDB e do PT e suas políticas de educação. José Maria Eymael (PSDC) prometeu criar o Ministério da Família. Levy Fidelix (PRTB) voltou a criticar os impostos e as taxas de juros. E Ivan Pinheiro (PCB) evocou o passado de lutas do partido contra o capitalismo.

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