Lula visita Alencar e diz que sai 'feliz' por otimismo dos médicos

Vice-presidente foi submetido a procedimento cirúrgico na manhã de domingo para retirar um tumor

Carolina Ruhman, da Agência Estado

27 de janeiro de 2009 | 15h25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou otimismo após visitar o vice-presidente, José Alencar, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. "Saio feliz pelo otimismo dos médicos e da família", afirmou. "Volto para Brasília com a certeza de que ele estará de volta mais rápido do que o esperado."    Lula estava acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Afirmando que Alencar é uma "fortaleza", Lula frisou a "capacidade de recuperação extraordinária" do vice-presidente. Ele relatou que Alencar ainda estava sedado, mas começava a acordar. Alencar foi submetido ao procedimento cirúrgico na manhã de domingo. De acordo com boletim médico divulgado na manhã desta terça-feira pela assessoria do hospital, o quadro do vice-presidente é estável. Ele respira com ajuda de aparelhos e mantém todos os sinais vitais normais, inclusive com bom funcionamento do rim.   O presidente ainda disse que estava "muito preocupado" com a cirurgia de 18 horas pela qual Alencar passou para a retirada de tumores. "Fiquei pensando se teria a coragem de fazer essa cirurgia", afirmou, acrescentando que Alencar lhe contou na sexta-feira  sobre o procedimento. "Só cabe agora torcer e rezar para que ele volte o mais rápido possível."   O cardiologista Roberto Kalil Filho, um dos coordenadores da equipe médica que assiste o vice, informou que a sedação do paciente foi suspensa e que ele começa a voltar a responder a estímulos, embora ainda esteja inconsciente. "As primeiras 24 horas após a cirurgia foram satisfatórias", disse, em entrevista coletiva no hospital sírio-libanês.   Lula falou com a imprensa após visitar o vice-presidente, José Alencar, no hospital Sírio-Libanês. Bem-humorado, ele comentou que Alencar já está acordando. "Quando ele puder falar, a primeira coisa que vai dizer é que é preciso reduzir a taxa de juros", brincou. Entretanto, evitou citar sua posição sobre a Selic, limitando-se a comentar que ela deve estar num nível adequado ao momento.   Ele avaliou que o Brasil vive um momento extraordinário, mas tem situação "bem melhor" do que a maioria dos países em desenvolvimento. Para enfrentar esse cenário, ele acredita que "é preciso que os juros sejam adequados ao momento histórico que vive o Brasil".   O presidente ressaltou a situação do crédito, que, em sua visão, ainda não voltou à normalidade. "Ainda precisamos ajustar o crédito nos bancos públicos e privados", defendeu. "Só assim a roda da economia vai girar." Ele chamou atenção para a necessidade de a economia voltar a produzir e os consumidores a comprar para que empregos sejam criados.       Orçamento   O presidente comentou o anúncio de que o governo decidiu adiar a decisão sobre contingenciamento de verbas do Orçamento da União. "Vamos tratar o orçamento com responsabilidade", disse. Mas ressaltou que os investimento previstos no Orçamento serão mantidos. "Vamos tentar cortar o que der em custeio, e não em investimentos", frisou. "Vamos gastar o que podemos."     Texto atualizado às 16h20  

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