Lula vê 'invasão de privacidade' no caso das mensagens

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cúpula do PT consideraram a divulgação da troca de mensagens entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento do mensalão, uma ?invasão de privacidade? por parte da imprensa. Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski foram flagrados em diálogos pela intranet do STF, na quarta-feira, revelando detalhes de seus votos no caso que decidirá se a corte abrirá ação penal contra o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu e outros 39 acusados no escândalo.Em conversas reservadas, Lula tem mostrado preocupação com o que chama de bisbilhotice da mídia em assuntos privados. Ficou contrariado, por exemplo, quando o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, foi flagrado no Palácio do Planalto fazendo gestos obscenos ao assistir ao Jornal Nacional, da TV Globo, dois dias depois da tragédia com o avião da TAM em Congonhas, que deixou 199 mortos, no mês passado. Ele estava em sua sala, ao lado do gabinete do presidente.Na época, a atitude de Garcia foi interpretada como uma comemoração, já que os problemas na pista do Aeroporto de Congonhas não seriam a causa do acidente. A versão livrava o governo de culpa no desastre e as famílias das vítimas se revoltaram. Pediram a demissão de Garcia e disseram que sua atitude era um ?deboche?. Lula avaliou que a imagem de seu assessor na TV passou uma impressão ?totalmente errada? à população. ?Aquilo foi uma infelicidade?, disse ele a auxiliares.Agora, o diálogo entre dois ministros do STF sugere uma ligação entre o julgamento do mensalão e a corrida pela cadeira do ministro Sepúlveda Pertence, que se aposentou. Há uma disputa acirrada pela vaga e o mais cotado é o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Alberto Direito. De perfil conservador, Direito completará, no dia 8 de setembro, 65 anos, idade limite para entrar no Supremo. Ele conta com o apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que já comandou aquela corte. Cabe ao presidente da República indicar o ministro do Supremo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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