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Lula vai mediar distensão entre Venezuela e EUA

Iniciativa atende a pedido de Chávez e será posta em prática logo no primeiro encontro do presidente brasileiro com Barack Obama, no sábado

Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

11 de março de 2009 | 00h00

O Palácio do Planalto confirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai intermediar a distensão das relações entre Venezuela e Estados Unidos. A empreitada começará logo no primeiro encontro de Lula com o presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Washington. Mas o Planalto também deixou claro que o papel de mediador do Brasil não deverá se estender à relação mais complexa entre Cuba e EUA. "Nem os EUA nem Cuba nos pediram uma mediação. Não temos procuração de nenhum dos lados para atuar como intermediários", afirmou Marco Aurélio Garcia, assessor para Assuntos Internacionais.Segundo Garcia, a intermediação brasileira em favor da reaproximação entre Washington e Caracas partiu de um pedido do presidente venezuelano, Hugo Chávez. No início do mês, por telefone, Lula e Chávez acertaram essa cooperação. No caso de Cuba, o próprio Itamaraty já advertira o Planalto para o fato de que um ativismo brasileiro seria mal visto em Havana e poderia afetar a relação bilateral. O governo cubano desaprova e dispensa mediadores.Segundo Garcia, Lula e Obama deverão se concentrar na discussão da crise econômica e de uma possível ação coordenada entre EUA e Brasil para a reunião do G-20, em abril, em Londres. Se a questão de Cuba vier à tona na conversa, Lula deve apenas reiterar a sugestão aos EUA para que estudem flexibilizar o embargo econômico, em vigor desde 1962.Propostas mais ousadas, que compuseram frases de efeito na cúpula de América Latina e Caribe, em dezembro passado, serão evitadas. Entre elas, a reintegração de Cuba à OEA. Segundo Garcia, o presidente cubano, Raúl Castro, deixou claro a Lula seu desinteresse por esse caminho.

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