Lula vai esperar PMDB para anunciar Ministério, diz Campos

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou pretender apresentar os nomes da equipe do segundo mandato somente na segunda quinzena de março. A afirmação de Lula foi feita durante a reunião com dirigentes do PSB. Segundo Campos, o presidente quer esperar, antes de concluir a reforma ministerial, a convenção do PMDB, marcada para 11 de março, e também a definição de nomes para os ministérios pelos partidos aliados. Além disso, o presidente quer esperar que ocorra uma acomodação do quadro político do País. "O presidente vai deixar a decisão para depois das eleição do PMDB. Ele quer fazer uma segunda rodada de conversas com os partidos", disse Campos. "Ele quer esperar para saber qual será o comando do PMDB, que é um partido importante na coalizão", acrescentou o líder do PSB na Câmara, Marcio França (SP). Lula teria confirmado ainda que vai aumentar o espaço do PMDB no governo, mas que enfrenta dificuldades, por divergências internas no partido. O PSB transmitiu a Lula o desejo de permanecer no comando dos ministérios da Integração Nacional e de Ciência e Tecnologia. "Não há decisão do presidente sobre o Ministério da Integração. Nós, do PSB, participamos do governo com este ministério e com Ciência e Tecnologia, o que nos honra, e fizemos um trabalho reconhecido", disse Campos. "O presidente deixou claro que ainda não tem nenhuma definição acertada sobre os ministérios que cada partido vai ocupar.""Mas o PSB não vai constranger o presidente. Ele pode ficar à vontade para tomar sua decisão", afirmou Campos. Ele avaliou que o partido está mais forte e hoje conta com 33 deputados, três senadores e três governadores. "O PSB é um aliado da primeira hora do presidente, e queremos manter a participação no governo e ampliar essa participação", afirmou o governador. ´PAC da Educação´Lula afirmou que pretende lançar um grande programa na área educacional, e, segundo o governador, o presidente se refere a esse programa como "PAC da Educação", numa referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia. Segundo Campos, em boa parte da conversa, Lula falou sobre as medidas provisórias e os projetos de lei constantes do PAC e enviados ao Congresso.(Com Reuters)

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