Lula vai à TV afagar PMDB e incomoda PT

No filme, que será exibido em rede nacional de rádio e tevê, ex-presidente agradece ao partido o apoio e a participação nos três governos petistas

Andrea Jubé Vianna, de O Estado S. Paulo

30 de maio de 2011 | 23h00

BRASÍLIA - Em meio aos esforços para contornar a primeira grande crise entre o governo Dilma Rousseff e seus aliados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou uma participação especial no programa institucional do PMDB, que vai ao ar nesta quinta-feira, 2 de junho. No filme, que será exibido em cadeia nacional de rádio e tevê, Lula agradece ao partido o apoio e a participação nos três governos petistas. Se agrada ao PMDB, a presença de Lula deixou petistas, pelo menos nos bastidores, incomodados.

 

O ex-presidente gravou sua aparição na última quinta-feira, 26, em São Paulo, depois de passagem de pouco mais de 24 horas por Brasília, onde se reuniu com aliados para desencorajar os descontentes de apoiarem a instalação de uma CPI para investigar a evolução patrimonial do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

 

O líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza - que partiu para o confronto direto com peemedebistas durante a votação do Código Florestal na semana passada - disse que "acha bom" Lula aparecer no programa peemedebista, porque "o PMDB é o nosso principal aliado". O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), acha "normal" a aparição de Lula entre os peemedebistas. "Tivemos uma diferença, mas isso não afeta a nossa aliança", minimizou.

 

Governabilidade. O filme apresenta o PMDB como o "partido da governabilidade", ligado às grandes causas do País, como a campanha pela redemocratização e em defesa da liberdade de imprensa. O partido pega carona nas bandeiras petistas, afirmando que vários programas sociais começaram no governo do ex-presidente José Sarney (PMDB) em 1985. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, aparece como responsável pela execução do programa Luz para Todos, que levou energia elétrica a milhões de brasileiros que vivem na zona rural.

 

Além do vice Michel Temer e do presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO), os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, e os líderes no Senado, Renan Calheiros (AL), e na Câmara, Henrique Alves (RN), são as estrelas do programa. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não havia sido chamado para gravar sua participação no programa até esta segunda-feira, 30.

 

Correção: Texto alterado às 16h05, para correção de informações. O ex-presidente Lula gravou sua participação no programa do PMDB na última quinta-feira, 26, e não no sábado, como publicado inicialmente. Lula também não passou a semana em Brasília, como informava o texto original, e sim pouco mais de 24 horas.

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