Lula teve bom senso em se retratar, diz Aleluia

O líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia, disse hoje, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve bom senso ao se retratar ontem, sobre as declarações que fez na última terça-feira, de que nem o Legislativo e nem o Judiciário o impediriam de colocar o Brasil em posição de destaque. "O presidente teve o bom senso e razão de trazer a público a idéia de que não teve a intenção de ofender ou de desrespeitar o Poder Legislativo e o Judiciário. Tanto que nós consideramos o assunto encerrado e vamos trabalhar nas reformas e nas coisas necessárias para que o presidente possa apresentar à nação a sua proposta de governo, que até agora não vimos", disse Aleluia. Na opinião do deputado, se o governo quiser e se unir à sua base no Congresso, conseguirá a aprovação, ainda este ano, das reformas tributária e previdenciária. Ele defende também a aprovação, o quanto antes, da reforma política. Para Aleluia, a saída de deputados, tanto do PFL quanto do PSDB para outros partidos é fruto de um sistema político frágil, que precisa ser corrigido. "Por isso eu gostaria de ter o apoio do presidente da República para aprovar a reforma política", disse. José Carlos Aleluia, admitiu que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso errou ao gastar energia na aprovação da emenda da reeleição e não ter se empenhado nas reformas constitucionais, em seu primeiro mandato. "A aprovação das reformas no segundo mandato seria mais difícil", analisou. O PFL, segundo Aleluia, vai aprovar as reformas, mas não deve fechar questão sobre a proposta de cobrança da contribuição da Previdência dos servidores inativos. O líder do PFL disse que não tem dúvida de que haverá tumulto na base do governo, nas eleições municipais do próximo ano. "O ideal seria que o presidente da República e seus ministros não se envolvessem nas eleições municipais, como fez o ex-presidente Fernando Henrique, para não prejudicar a relação do governo com o Congresso". Para o líder pefelista a alternância de poder entre partidos foi bastante positiva. "No passado, todos diziam que o PT era um risco. Por isso que o dólar subiu, o risco Brasil subiu. Mas hoje todos estão vendo que o PT no governo não é um absurdo. O PT no governo tem uma proposta macroeconômica igual à do governo passado. O PT não é mais um risco e o PFL e o PSDB são partidos confiáveis. Então, nós estamos no Brasil com uma alternância assegurada e tranquila", concluiu.

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