Lula testa em Paris plano contra fome mundial

Os ministros de Assuntos Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da França, Philippe Douste-Blazy, se reuniram hoje para concluir suas propostas para a Conferência Internacional para o Financiamento do Desenvolvimento, que acontecerá amanhã e quarta-feira em Paris. Os países devem apresentar proposta comum contra a miséria no mundo. Além disso, irão propor a criação de um "Crédito Internacional de Compra de Remédios", destinado a portadores do vírus HIV, mas que também ajudará pacientes de tuberculose e malária nos países em desenvolvimento.O presidente Jacques Chirac deverá abrir a Conferência de Paris na presença do secretário geral da ONU, Kofi Annan, e de representantes de outros 95 países e 40 organizações internacionais que aderiram a iniciativa. Abrindo a jornada, Celso Amorim lerá uma mensagem do presidente Lula e à tarde presidirá um dos seminários da Conferência, dedicado a "recursos para uma globalização solidária".Os países também apresentarão sugestões para a obtenção de financiamento para estas iniciativas. Alguns países sugeriram métodos inovadores, como a imposição de uma taxa adicional sobre as passagens de avião - iniciativa que conta com o apoio do Chile -, que pode conseguir novos adeptos após a reunião em Paris.Na França, essa taxa já entrará em vigor no dia 1º de julho. Esse projeto está encontrando resistências junto às empresas aéreas, mas também junto a uma maioria de países que se associaram à idéia, mas não querem participar de um calendário preciso. A direção da Air France protestou publicamente através sua direção contra o pagamento dessa taxa suplementar.Visitas e comemoraçõesNo encontro de hoje, Douste-Blazy e Amorim falaram também das relações bilaterais, já tendo em vista a visita do presidente francês Jacques Chirac ao Brasil, no mês de maio. Os dois ministros discutiram as perspectivas de cooperação em áreas como saúde, aeronáutica, ciência e tecnologia, além de analisar a comemoração do ano do Brasil na França, que contou com mais de 300 eventos que atraíram 15 milhões de espectadores, motivo pelo qual pensam em promover o "Ano da França no Brasil".Além disso, eles também repassaram assuntos da atualidade internacional, como a situação no Haiti após as eleições presidenciais e o processo de reforma do Conselho de Segurança da ONU, ao qual o Brasil defende um posto permanente.

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