Lula tem 'espasmos' de ajuda a Estados, diz secretária de Serra

Dilma Pena, responsável pela pasta de Saneamento e Energia, cobrou planejamento para investimento em obras

Carolina Freitas, da Agência Estado,

14 de abril de 2009 | 14h02

A secretária estadual de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, cobrou nesta terça-feira, 14, planejamento do governo federal na abertura de linhas de crédito aos Estados com a finalidade de financiar obras de saneamento. "Ficamos a mercê dos espasmos de liberação de recursos do governo federal, o que é ineficiente", afirmou a secretária, após participar de evento sobre os rios do Estado, na Universidade de São Paulo, na capital paulista.

 

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A crítica de Dilma fez coro à reclamação do governador José Serra (PSDB), que, ao discursar na abertura do evento, disse que a União "praticamente não atua" em projetos para despoluição de rios e mananciais. "Estamos comprometendo boa parte da capacidade de endividamento do Estado com projetos nessa área e tentando atrair o governo federal para esse tipo de investimento - o que não tem sido fácil", disse Serra.

 

"Em um período, tem um monte de dinheiro e uma pressão enorme para gastar, o mais rápido possível - sobretudo antes de 2010. Em outro, há ociosidade técnica e obras inconclusas por falta de recursos", disse a secretária, numa referência à corrida sucessória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no ano que vem. Questionada se via motivações políticas nos repasses, a secretária foi reticente. "Não sei", respondeu e sorriu.

 

Dilma reclama que a única verba do Orçamento Geral da União passada ao Estado foi de R$ 250 milhões, para o projeto Vida Nova, de recuperação da Bacia do Guarapiranga. O manancial é responsável por 20% do abastecimento de água potável da Região Metropolitana de São Paulo. O projeto faz parte do Programa de Recuperação de Mananciais, que soma R$ 1,2 bilhão em investimentos.

 

Para a área de saneamento, São Paulo teve acesso ainda a R$ 1,5 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a empréstimos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Estado tem financiamento na área do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial.

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