Lula tem encontro amistoso com Cabral no Rio

Em plena crise entre o PT e o PMDB do Rio, por causa da sucessão estadual, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador Sérgio Cabral (PMDB) encontraram-se em clima amistoso durante a tarde e a noite desta quarta-feira.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

27 de fevereiro de 2013 | 21h34

O ex-presidente embarcou de carona no helicóptero do governo do Estado para um encontro promovido por uma entidade de apoio a pessoas portadoras de hanseníase. Também estava previsto para a noite desta quarta-feira um jantar que reuniria Cabral, Lula e o prefeito Eduardo Paes (PMBD).

Durante a cerimônia, em que Cabral e Lula receberam prêmios pela luta dos direitos dos hansenianos, o ex-presidente e o governador conversaram, trocaram sorrisos e fizeram elogios mútuos. "Quando Cabral investe no Complexo do Alemão, ele está fazendo uma reparação ao que aconteceu aqui no Rio de Janeiro nos anos 50 e 60. A gente começou a mudar isso", disse Lula em seu discurso, lembrando o velho bordão da parceria entre União, Estado e município do Rio. Cabral saudou Lula como "meu amigo, líder e eterno presidente da República".

Apesar de toda a amizade, Lula e Cabral terão que discutir o futuro das candidaturas à sucessão do governador. O PMDB do Rio exige que o senador petista Lindberg Farias abra mão da pré-candidatura para apoiar o vice-governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Até agora o ex-presidente tem estimulado a pré-candidatura de Lindberg, que foi personagem principal da propaganda do PT do Rio em inserções produzidas pelo marqueteiro da presidente Dilma Rousseff (PT), João Santana.

Lindberg começa nesta quinta-feira (28), pela Baixada Fluminense, uma versão estadual das caravanas da cidadania feitas por Lula nos anos 1990.

Antes do encontro com Cabral, Lula reuniu-se com a deputada federal petista Benedita da Silva, ex-senadora e ex-governadora do Rio, em um hotel da zona sul do Rio. Benedita defendeu a candidatura de Lindberg e disse que não acredita que Lula tente convencer o petista a desistir da pré-candidatura. "Em nenhum momento o presidente foi acionado para tal. Ele está acompanhando o processo no Rio, sabe todo o esforço que o PT vem fazendo há muito tempo. O Lula não atropela o PT", afirmou.

Benedita lembrou que em 2010 Lindberg já abriu mão da candidatura e apoiou a reeleição de Cabral. "A gente tem que considerar o que aconteceu no passado. Naquela época (2010) eu fiquei no prejuízo, porque seria eu a candidata do PT ao Senado, mas o partido abraçou a candidatura de Lindberg. Nada mais justo do ponto de vista político (que o PT tenha candidato próprio), nesse momento em que o PT tem consenso e está unido não só em torno de um nome, mas de um projeto", afirmou a deputada.

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