Lula tem 'cartão vip' e não é barrado, diz analista sobre apoios

Para Humberto Dantas, por conta da popularidade do presidente, é bom candidatos não 'baterem' nele

Andréia Sadi, do estadao.com.br

20 de setembro de 2008 | 08h01

O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva se transformou em uma espécie de convidado "Vip" dos prefeituráveis em 2008, especialmente na cidade de São Paulo, segundo a análise do cientista político e conselheiro do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas. "No caso do governo dele, pelos altos índices de popularidade, o mínimo que você pode não fazer é não bater. Ninguém barra o Lula, hoje ele entra aonde ele quiser no Brasil, tem o cartão vip", comenta.   Veja Também:  É ilusão achar que Lula transfere votos em SP, comenta Villa   Candidatos querem mostrar que são amigos do presidente, diz analista   Enquete: Apoio de Lula é decisivo para candidatos em SP?    Para o analista, o presidente tenta atingir o status de "divindade" na disputa entre os candidatos, inclusive os de oposição, pelo seu apoio. "Pode ser um orixá, isso vai depender das crenças. Ninguém quer ter ele fora de sua sala. (No entanto) Todo mundo quer, mas quem leva é a Marta." Na disputa eleitoral em São Paulo, não é só Marta quem mostra intimidade com Lula. O prefeito Gilberto Kassab e candidato do DEM e Geraldo Alckmin, do PSDB, evitam "bater" no presidente. Na quinta-feira, Kassab afirmou que mesmo partidos diferentes podem convergir e trabalhar em conjunto com o governo federal."O diálogo com o presidente Lula é muito bom", afirmou o prefeito.   Dantas lembra que Kassab preferiu, inclusive, polemizar com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, a criticar Lula. "Divirjo dele", disse Maia, para quem o partido deve combater "o deus da popularidade", referindo-se a Lula.   Em seu programa de TV de segunda-feira, Alckmin atacou Marta, mas poupou o presidente. O Lula, tudo bem. O problema é o PT", afirmou o apresentador do spot publicitário da campanha.   Para o cientista político e professor da Ufscar, Marco Antonio Villa, há uma ilusão de que o presidente "transfere automaticamente" os votos. Para ele, esse cenário é mais provável em 2010. "É claro que é bom algum apoio, mas não é decisivo. Diferente do quadro de 2010. Evidente que transfere votos, mas não o carisma, isso não se transfere. Nessas eleições , assuntos da esfera municipal são os destaques da campanha".   Villa disse ainda que o presidente sempre foi maior que o partido, mas sabe que sozinho não conseguiria fazer nada."Historicamente, sempre foi (maior que o partido). Mas ele sabe que depende do partido para os seus projetos futuros, em 2014 (uma eventual volta à Presidência). Sabe que precisa", finalizou.

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