Lula sinaliza que aceitará mais de um palanque no PR

Em meio à confusão dos partidos aliados em definir o candidato ao governo do Paraná, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que não tentará mais retirar a candidatura do governador Orlando Pessuti (PMDB) ao Palácio Iguaçu. Depois de uma hora de conversa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Lula autorizou o peemedebista a usar politicamente as imagens do encontro. As audiências do presidente com pré-candidatos costumam ser fechadas a fotógrafos e cinegrafistas.

LEONENCIO NOSSA, Agência Estado

02 de junho de 2010 | 19h34

Antes da audiência, Lula recebeu os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e conversou por telefone com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Na noite de ontem, Pessuti se reuniu com Temer para acertar uma estratégia de neutralizar os assédios de Lula, que manifestou nos bastidores o desejo de contar com o apoio do PMDB à candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. Osmar Dias, por sua vez, exige que Gleisi Hoffman (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, desista da candidatura ao Senado para ser vice na sua chapa. Bernardo e o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também participaram da audiência.

Logo após deixar o gabinete do presidente, Pessuti relatou em entrevista que deixou claro a Lula que manterá a candidatura. Ele argumentou que, diferentemente de Osmar Dias, que pode concorrer ao Senado, não tem outra alternativa. Pela legislação, ele só pode disputar o governo do Estado. "É lógico que o presidente Lula torce e trabalha para um palanque único no Paraná", disse Pessuti. "Eu também quero um palanque único, mas, se for para ter um único nome, que seja o nosso nome".

Há 42 anos na política, Pessuti era vice-governador. Com a renúncia do titular Roberto Requião (PMDB) para disputar o Senado, Pessuti assumiu o governo do Estado. Lula ainda vai esperar até as convenções dos partidos no final deste mês para saber se sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, terá de subir em apenas um ou dois palanques de candidatos aliados.

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçãoParanáLulapalanque

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.