Lula: 'Se todo governo fizesse o óbvio, ninguém errava'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o diferencial do seu governo é que ele teve coragem de fazer o óbvio e investiu maciçamente em educação, ciência e tecnologia. "Se todo o governo fizesse apenas o óbvio, ninguém errava", afirmou Lula, durante inauguração da nova sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, e da última reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia no seu governo.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

27 Dezembro 2010 | 14h37

Lula disse que é um feito inédito o fato de ele estar presente no ato junto com seus ministros, prestando contas dos investimentos do governo na área de ciência e tecnologia, que somaram R$ 3,1 bilhões em 2010, 57% mais do que o realizado há três anos.

Ele lembrou que, nos governos anteriores, os investimentos no setor eram tão insignificantes que presidentes e ministros não tinham coragem de sequer passar perto de eventos que envolviam representantes do segmento de ciência e tecnologia. "Eles passavam há três quilômetros de distância e de vidros fechados", disse.

Segundo ele, desde o início cobrou do setor um programa de ação com estabelecimento de metas e fiscalização da aplicação dos recursos. Por isso, disse, é que hoje pode estar presente para celebrar avanços expressivos na área de ciência e tecnologia.

Lula citou entre os avanços o programa do biodiesel, que virou política de governo desde 2003, o Centro de Enriquecimento de Urânio da Marinha no Complexo de Aramar, o programa espacial brasileiro e os investimentos na área de energia. "Vocês vão ver um Brasil novo com esses investimentos maciços que fizemos em educação e ciência e tecnologia", afirmou.

O presidente lamentou que, no passado, os governos tenham negligenciado na questão da ciência e tecnologia e citou que, entre os muitos danos à economia nacional, hoje o País não faz um metro sequer de trilho e, num momento em que precisa expandir malha ferroviária, tem que importar da Polônia e Rússia.

''Grande Muralha''

"Terminamos o ano de forma gratificante. Temos um caminho enorme pela frente, mas temos a convicção de que evoluímos. Hoje, quando olhamos para trás, temos tantos motivos de orgulho quanto os chineses quando começaram a construir a Grande Muralha", disse o presidente.

Lula pediu apoio da sua sucessora Dilma Rousseff e disse acreditar que ela terá o "mesmo ânimo e a mesma força que eu tive como primeiro operário no Poder". "Ela como a primeira presidente mostrará que a mulher não é uma cidadã de segunda classe", disse, sendo interrompido por aplausos.

A solenidade contou ainda com as presenças dos ministros da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; do Planejamento, Paulo Bernardo; da Educação, Fernando Haddad; e do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix; além de um grande número de cientistas e pesquisadores.

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