Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Lula se reuniu com Paes e Pezão no Rio

Ex-presidente participou de jantar com peemedebistas em meio a crise entre o governo e a sigla

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 17h12

Rio - Depois de oferecer um jantar para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na quinta-feira da semana passada, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) foi anfitrião, na noite desta quarta, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À mesa, estavam outros dois peemedebistas, o governador Luiz Fernando Pezão e o antecessor, Sérgio Cabral.

Pouco antes da eleição para a presidência da Câmara, Lula já havia conversado com Paes pelo telefone, preocupado com o acirramento da disputa entre Cunha e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve ajuda do governo na campanha, mas perdeu no primeiro turno, por uma diferença de 131 votos (267 para o peemedebista e 136 para o petista). 

Em mais um ponto de divergência com a presidente Dilma Rousseff, Lula era favorável a um diálogo com Eduardo Cunha, antes da eleição para presidente da Câmara, no dia 1° de fevereiro. O ex-presidente procurou Paes depois de conversar com um ministro que relatou o esforço do governo para ajudar Chinaglia, com aval da presidente. 

Após a conversa com Lula, o prefeito procurou Eduardo Cunha, embora soubesse que não havia chance de composição àquela altura da disputa. Paes e Pezão atuaram pela eleição de Cunha, mas mantêm boas relações com Lula e agora atuarão como "bombeiros" na relação do presidente da Câmara com o governo e o PT. 

Desde que assumiu a presidência, Eduardo Cunha impôs uma série de derrotas ao governo e reclamou abertamente da ação de ministros petistas em favor da candidatura de Chinaglia. Em entrevista ao Estado, Cunha criticou a articulação política do governo e disse que o ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, "erra na forma e no conteúdo". 

Cunha também instalou a CPI da Petrobrás, que voltará a apurar o esquema de corrupção na estatal, e escolheu um deputado de oposição, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para presidir a comissão especial que analisará a reforma política. Uma das propostas em discussão é a garantia de doações de empresas privadas a candidatos, o que contraria a posição oficial do PT pelo financiamento público.

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