Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Lula se reúne com sindicalistas em SP

Carta de movimentos sociais defende nomeação do ex-presidente à Casa Civil porque ele 'irá contribuir de forma decisiva para solucionar a crise política e institucional que perturba o Brasil'

Ana Fernandes e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2016 | 17h56

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na tarde desta quarta-feira, 23, à Casa de Portugal, zona central da capital paulista, onde há um ato de sindicalistas em apoio a ele. A expectativa é que ele suba ao palco para discursar. Há cerca de mil pessoas no local, principalmente ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que organizou o ato, e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Há também integrantes da Força Sindical que apoiam Lula e o governo. A Força é uma central dividida, seu presidente é o deputado Paulinho da Força, que é aliado de Eduardo Cunha e milita pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Lula chegou de carro, sem falar com a imprensa ou com militantes que tentavam se aproximar. No palco, ele ouvirá a leitura de uma carta dos sindicalistas, que pedem por sua posse no Ministério da Casa Civil. A nomeação de Lula está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal e a questão só deve ser decidida em plenário na semana que vem.

"Manifestamos total solidariedade à presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro, e ao companheiro e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e exigimos a imediata efetivação de sua pose como ministro-chefe da Casa Civil. Expressamos a convicção de que Lula, na condição de maior líder político e popular do País, merece e goza de plena confiança e solidariedade dos dirigentes e da classe trabalhadora brasileira e irá contribuir de forma decisiva para solucionar a crise política e institucional que perturba o Brasil", diz trecho da carta.

O documento também critica o que chama de tentativa de golpe contra o governo Dilma e chega a comparar o cenário atual com o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e com o golpe militar, com a deposição de João Goulart em 1964. "Somente a via democrática, sem subterfúgios ou à margem da Constituição, poderá criar as condições para a retomada do crescimento e a geração de empregos no País. O momento requer unidade e demanda repúdio a atitudes antidemocráticas", diz outro trecho da carta.

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