Lula se reúne com Mahmoud Abbas

A última audiência concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, foi ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

31 de dezembro de 2010 | 17h17

Abbas, que estará presente à cerimônia de posse de Dilma Rousseff na Presidência, neste sábado, fez questão de conversar pessoalmente com Lula para "agradecer a solidariedade e o reconhecimento pelo Brasil do Estado palestino". O líder palestino lembrou a Lula, que, com o seu gesto, ele levou que pelo menos três outros países - Argentina, Bolívia e Uruguai - também reconhecessem o Estado palestino e a uma onda de outros países a avaliarem a questão. Agradeceu também a doação do terreno em Brasília onde foi lançada a pedra fundamental para a construção da embaixada palestina. Segundo Abbas, todas as gestões feitas pelo presidente Lula em função da paz no Oriente Médio, "foram coroadas agora com o reconhecimento do Estado palestino".

Lula, por sua vez, disse estar emocionado, justificando que era justa a sua decisão de reconhecimento do país, além de feliz por ter contribuído para que outros países seguissem o gesto brasileiro. O presidente comentou ainda que, "tão logo possa", gostaria de voltar à Palestina.

Na audiência com Lula, Abbas repetiu inúmeras vezes a importância "do empenho" do presidente brasileiro "na busca da paz na região" e o "apoio" do Brasil à Palestina, ao reconhecer recentemente o Estado Palestino, dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967.

A independência do Estado palestino, cujo caráter é simbólico, foi declarada unilateralmente pela Organização para Libertação da Palestina em 1988. Além de Brasil, Argentina, Bolívia e Uruguai, consideram a Palestina um Estado países emergentes como Rússia, China, África do Sul, Índia, países árabes e asiáticos. Mas, nem a Organização das Nações Unidas (ONU) nem as principais potências ocidentais reconheceram o Estado palestino. Estes sucessivos reconhecimento têm incomodado as autoridades norte-americanas, que consideram que o único meio de se alcançar a paz no Oriente Médio seja por meio das negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Depois de Brasil, Argentina, Bolívia e Uruguai terem reconhecido o Estado palestino, países como Equador, Peru e Paraguai sinalizaram que também reconhecerão a Palestina como Estado independente.

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