Lula se reúne com líderes para discutir estratégia da CPI

Presidente deve definir comando da comissão que investigará cartões; Chinaglia e Garibaldi também se reúnem

Reuters e Agência Senado

18 de fevereiro de 2008 | 13h34

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, recebe nesta segunda-feira, 18, lideranças da base do Congresso para avaliar a estratégia da CPI dos cartões corporativos e o andamento das negociações entre parlamentares envolvendo a distribuição de cargos em estatais do setor elétrico.  Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos CPI dos cartões corporativos 'não incomoda', diz Lula No domingo, Lula, que estava na Antártida, disse que a CPI  "não incomoda". Na avaliação do presidente, o "cartão corporativo é a coisa mais decente que foi criada, ainda no governo anterior".    Em represália à decisão do governo de ficar com os postos de comando da CPI Mista dos Cartões, os partidos de oposição ameaçam protocolar nesta terça-feira requerimento para a criação de um comissão formada exclusivamente por senadores. Uma reunião entre os líderes de oposição prevista para terça  vai definir se o requerimento da CPI do Senado será apresentado antes do pedido de criação de CPI Mista, previsto para se lido em sessão do Congresso desta quarta-feira.  "Vamos pressionar para ter um dos postos de comando da CPI mista dos cartões corporativos. Se o governo não concordar com isso, colhemos assinaturas para uma CPI só do Senado em uma hora, impedindo a instalação da comissão mista", afirmou ontem o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "É o último apelo que vamos fazer ao governo para ficarmos com a presidência ou a relatoria da CPI", completou. "A reunião vai definir se devemos desistir do dialogo com o governo", observou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM).   Câmara e Senado O presidente do Senado, Garibaldi Alves, reúne-se, às 18h30 desta segunda-feira, 18, com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e os líderes partidários daquela Casa do Congresso para discutir a agenda do Parlamento para os próximos dias. Eles devem estudar um acordo a respeito da proposta de emenda à Constituição, já votada no Senado e em exame na Câmara, que muda as regras de tramitação das medidas provisórias (MPs), para que elas não tranquem mais as pautas de votação do Legislativo.  Para apressar a votação dessa proposta, de autoria do então senador Antonio Carlos Magalhães, os líderes devem chegar a um entendimento a fim de que modificações sugeridas agora pelos senadores sejam inseridas logo no texto, com o objetivo de que ele retorne ao Senado como uma proposta pronta para ser definitivamente votada.  Simplificar as regras de edição e tramitação das MPs é um desejo das duas Casas do Congresso. Para Garibaldi Alves, o abuso do governo na edição de medidas provisórias sugere para o Brasil "um presidencialismo de matiz absolutista". Arlindo Chinaglia, por sua vez, tem dito que "hoje a Câmara e o Senado perderam a condição de definir a pauta". Na terça-feira (19), numa reunião de líderes marcada para as 11h, no gabinete do presidente do Senado, será a vez do presidente da Câmara vir a esta Casa, novamente no propósito de apressar o calendário legislativo de 2008. Além da proposta relativa às medidas provisórias, eles devem marcar sessão do Congresso para deliberar sobre os vetos presidenciais a decisões do Parlamento, assim como decidir a respeito de comissões parlamentares de inquérito pendentes de instalação. Aguardam essa decisão a CPI proposta pelo senador Mario Couto (PSDB-PA) para investigar irregularidades no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), assim como uma de iniciativa do senador Romeu Tuma (PTB-SP) que busca investigar denúncia de esquema de fraude em licitações da Petrobras. Texto alterado às 14h20

Tudo o que sabemos sobre:
LíderesSenado Câmara

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.