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Lula se irrita em reunião da Unasul e repreende Correa

O brasileiro criticou o fato de alguns presidentes terem feito dois discursos, como o próprio equatoriano

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

28 de agosto de 2009 | 17h51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um puxão de orelha no colega equatoriano Rafael Correa por causa do atraso dos debates da reunião extraordinária da União das Nações Sul-americanas (Unasul) hoje em Bariloche, na Argentina. "Eu disse desde o começo que uma reunião desse nível, com transmissão aberta para a imprensa, não seria positiva porque os presidentes falam para seu público interno e não expressam o que realmente pensam e sentem", disparou Lula em resposta à proposição de Correa de realizar um recesso de meia hora nas discussões.

 

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Lula criticou o fato de alguns presidentes terem feito dois discursos, como o próprio Correa. "Se todos tivessem falado o que realmente pensavam desde a primeira intervenção, as segundas (intervenções) não teriam sido necessárias e não estaríamos discutindo tudo isso até agora. O (Alan)Garcia e o Tabaré (Vázquez) já foram embora. A gente vai ficar aqui até que horas"? reclamou.

A reunião, que começou com meia hora de atraso, às 10h30, estava prevista para ser concluída às 13h45 horas. Mas os debates se prolongaram até às 17 horas. Os 12 presidentes da Unasul discutiram, no início da reunião, se os debates poderiam ser transmitidos ao vivo para a imprensa. Lula era contra essa abertura.

Ao final, depois de apenas dez minutos de recesso, Rafael Correa apresentou um documento contendo cinco pontos básicos para análise dos presidentes: define a região sul-americana como zona de paz; propõe que as forças estrangeiras não possam interferir na soberania dos países membros; que os ministros de Relações Exteriores e de Defesa realizem uma reunião extraordinária para discutir mecanismos de garantia para todos os países; que se analise o texto do documento denominado livro branco, apresentado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como estratégico de defesa dos EUA; e instrui o funcionamento do Conselho Sul-americano de luta contra o narcotráfico para estabelecer uma política comum para a região.

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