Lula se irrita e não fala sobre salário de congressistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se irritado, nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, quando jornalistas perguntaram sua opinião sobre dois assuntos. Primeiro, sobre a decisão das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado de aumentar os salários dos parlamentares de R$ 12.800 para R$ 24.500 e, depois, sobre a declaração do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de que os mais cotados para sucedê-lo no ministério são o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence e o atual ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro. O presidente balançou a cabeça para os lados, em reprovação, e reclamou: "Eu não sei. Fazem perguntas de coisas que não sei que aconteceram." Antes de começar a responder as perguntas, Lula não gostou do empurra-empurra entre repórteres e fotógrafos que disputavam espaço no local para o qual estava prevista a realização da entrevista, no Salão Nobre. "Nessa guerra, não dá (para fazer a entrevista). Depois, a gente vai ser culpado por um acidente", advertiu. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, brincou ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de equiparação dos salários dos servidores do Poder Executivo com os dos congressistas. "Gostaria muito de receber esse salário. O nosso (de ministros) é de R$8.580. Qualquer dia, faço uma greve para aumentar meu salário. Já imaginou eu fazendo uma greve com o Furlan?", disse, referindo-se a Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Antes, falando a sério, Mantega deixou claro que não defende a equiparação: "Não defendo isso, porque me parece que seria excessivo um salário dessa magnitude."

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