Lula se irrita com amigo que se acorrentou para receber pensão

Irritado com decisão do amigo e ex-prefeito do PT em Diadema, no ABC paulista, Gilson Menezes, de se acorrentar no saguão de entrada do Palácio do Planalto, para exigir o pagamento retroativo da pensão de anistiado político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva endureceu. Determinou ao ministro do Planejamento, Guido Mantega, que desse uma entrevista para avisar que Menezes já recebe desde abril do ano passado pensão de R$ 3520,00. E que, não seria pelo fato de serem amigos, que o ex-prefeito passaria à frente de outro anistiado.Gilson Menezes, primeiro prefeito eleito pelo PT, provocou também um problema para a segurança do Palácio do Planalto. Ele entrou no Planalto com enormes correntes, usadas para se acorrentar a uma cadeira para fazer o protesto. Só que ele não passou as correntes pelo detector de metais. ?Coloquei a corrente num saquinho plástico, mas não passei no detector de metais. Coloquei direto em cima da mesa e acho que eles pensaram que eram moedas?, disse Menezes, com a bíblia na mão. O Gabinete de Segurança Institucional vai averiguar se houve falha na segurança. Para tentar solucionar o problema e retirar o acorrentado, os seguranças conseguiram conduzí-lo em uma cadeira de rodas para o serviço médico onde Menezes, que é diabético, foi medicado e ficou em repouso durante boa parte do dia.Segundo o ministro do Planejamento, Gilson Menezes tem R$ 530 mil a receber e será pago de acordo com o cronograma. De acordo com o ministro, em 2004 serão dados R$ 200 milhões aos anistiados políticos. Até o final do governo serão pagos R$ 1 bilhão aos anistiados. Mantega disse que existem ainda 20 mil ações de anistiados para serem julgados.

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