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Lula: se houver 'herança maldita', será da crise mundial

Presidente alertou que situação econômica da Europa e dos Estados Unidos é o único fator que pode ameaçar o governo de Dilma Rousseff

Gustavo Porto, da Agência Estado,

23 de novembro de 2010 | 17h06

RIBEIRÃO PRETO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 23, que a única "herança maldita" que sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), pode receber ao assumir o cargo será da crise econômica mundial, principalmente da Europa e dos Estados Unidos. Segundo Lula, o Brasil cresceu em seu governo e "nada melhor para o País, depois dessa experiência bem-sucedida de um metalúrgico (no poder), ter uma mulher que não vai receber uma herança maldita", disse. "Se tiver que receber será da crise econômica lá de fora, porque aqui dentro estamos crescendo."

O presidente disse que nem a Europa nem os EUA resolveram os problemas da crise econômica. "Nós não podemos aceitar o fato de os Estados Unidos desejarem fazer seu reajuste interno com base na produção de dólares, criando inflação e causando problemas para outros países. Queremos que o presidente (Barack) Obama faça o melhor governo possível, mas queremos que o povo americano volte a consumir, a comprar e a produzir, porque é isso que faz a economia crescer", afirmou.

Em ritmo de fim de governo, Lula participou hoje, em Ribeirão Preto, da cerimônia que marcou a solda inicial no alcoolduto que ligará inicialmente a cidade paulista a Paulínia (SP) e que compõe o Sistema Integrado de Transporte de Etanol. Em seguida, foi a um centro de convenções da cidade, onde participou de uma série de cerimônias ligadas ao setor sucroalcooleiro.

Campanha presidencial

Além de defender Dilma, Lula voltou a criticar os adversários da petista na campanha presidencial deste ano. Sem citar o PSDB de José Serra, adversário de Dilma, o presidente disse que os rivais se preocuparam em investigar a vida da agora presidente eleita em vez de discutir propostas durante a campanha.

"O Brasil venceu o preconceito, o ódio, o baixo nível e elegeu uma mulher", afirmou Lula, que rebateu ainda as críticas por ter indicado Dilma como sua candidata. "Quando indiquei a Dilma diziam que eu fiquei louco por indicar uma mulher sem experiência política."

Prefeitos

O presidente defendeu ainda tratamento igual entre os prefeitos, independentemente de partidos políticos. Momentos antes, em seu pronunciamento, a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (DEM), rasgou elogios a Lula, aos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Wagner Rossi (Agricultura) e ao ex-ministro Antonio Palocci.

Dárcy cobrou a permanência de Padilha e Rossi na gestão de Dilma, bem como a escolha de Palocci para compor o governo. "Padilha é um ministro cinco estrelas e tem de fazer parte do governo da Dilma. A permanência de Rossi é importante, e se Palocci for o homem forte do governo não será uma porta para Ribeirão Preto, mas um portal", disse a prefeita.

Ela lembrou que pertence a um partido de oposição, o Democratas, mas que sempre foi bem atendida pelo governo federal e voltou a elogiar Lula. "O senhor é um grande homem, que fez a história desse País, que surgiu das lutas e se tornou o maior líder de todos os tempos", disse.

Presente

Lula, que conversava com o secretário-geral Luiz Dulci em boa parte do discurso de Dárcy, ganhou ainda uma gravata cor de rosa de presente da prefeita e uma bandeira utilizada para o anúncio dos vencedores da Fórmula Indy e da Fórmula Stock Car. A bandeira, xadrez em verde e branco, faz propaganda do etanol brasileiro, que move os carros das duas competições.

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