Lula se emociona na Antártida e diz que região é 'inimaginável'

Presidente fez questão de ter o carimbo com a imagem de 'pingüim' em seu passaporte para marcar a viagem

Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S. Paulo,

17 de fevereiro de 2008 | 19h20

Em sua 139ª viagem ao exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de receber em seu passaporte o carimbo com a imagem de um pingüim, que marca a passagem dos visitantes pela Antártida. Em companhia da primeira-dama, Marisa Letícia, e do filho mais velho, Fábio Luiz, o Lulinha, o presidente visitou neste domingo, 17, a base brasileira Comandante Ferraz, na Antártida.  Emocionado, com olhos marejados, Lula passou pouco mais de duas horas na instalação militar. "Isso é inimaginável", declarou Lula, acrescentando que "já se considerava antártico". No almoço na estação militar-científica, onde comeu salada de bacalhau crocante e medalhão ao alho guarnecido com legumes salteados no azeite e arroz com brócolis, Lula prometeu mais recursos para o desenvolvimento de projetos e a ampliação da presença brasileira na região. "A gente não pode ter os olhos gordos de ficar pensando apenas na questão financeira. Temos de pensar na melhoria da qualidade de vida das pessoas, na questão do clima, na preservação da Antártida e no que podemos contribuir com a humanidade", disse o presidente, em entrevista aos jornalistas, após descerrar a placa de 25 anos da primeira expedição Brasileira para a Antártida.  "Nós vamos ter de ampliar a nossa presença aqui, com mais investimentos, mais navios laboratórios, além de melhorar qualidade da base e trazer mais pesquisadores", declarou Lula, que após o almoço passeou pela área externa da base brasileira. Lula desembarcou com roupas especiais próprias para o frio de menos um grau - mas sensação térmica provocada pelo vento de menos sete graus. Na sexta-feira à noite quando chegou a Punta Arenas, Lula ouviu uma palestra sobre o programa, quis saber quanto era necessário de recursos para incrementar o programa.A pesquisadora Lucia Siqueira Campos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que esta na base trabalhando, defendeu a liberação de pelo menos mais R$ 10 milhões por ano e a compra de um navio laboratório maior. Depois de visitar a base Comandante Ferraz, Lula voou de helicóptero para a base chilena Eduardo Frei. O tempo fechou e a comitiva presidencial teve que aterrissar 1,5 quilômetro de metros da base chilena.

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