Lula se diz o presidente que mais cuidou dos pobres

Em tom de campanha, mas sem citar a palavra reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Juazeiro (BA), na cerimônia de inspeção das obras de expansão da Universidade Federal do Vale do São Francisco, que não é possível fazer em quatro anos o que não foi feito em 500.Ao fazer um balanço sobre as realizações do seu governo na área social e ressaltar que na Bahia "o governo cuidou dos pobres", ao conceder bolsas-família, Lula disse duvidar que outro presidente já tenha cuidado mais de pobres do que ele. "Eu duvido, desde o dia que o Brasil foi descoberto, que alguém em um governo tenha cuidado mais dos pobres do que eu. O que norteia nossa cabeça não é uma visão mesquinha, de disputa menor. É uma visão republicana", afirmou Lula.Segundo ele, independente da divergência com o governador e com o prefeito, (ambos do PFL), o povo merece respeito. "E assim nós vamos construindo uma pátria republicana com respeito, sem perseguição", disse."Não adianta algum político falar mal de mim. Eu sinto no olho do povo, o carinho", disse Lula, que reafirmou que ainda falta muito a fazer. "Na outra encarnação eu fui baiano, ou então em algum momento dessa vida", afirmou o presidente, ao ressaltar a sua afinidade com o povo daquele Estado. Ele disse que nasceu no sertão, que tudo o que aprendeu na vida foi em São Paulo. "Mas o sangue que corre em minha veia é de matuto".O presidente ressaltou também a Olimpíada da Matemática na Escola Pública, que implantou, e acrescentou que dos 10,5 milhões de inscritos, "30 mil tem propensão a gênio".Lula se deslocou de Juazeiro (BA) para Petrolina (PE), onde dará seqüência às visitas a obras de extensão das universidades. Segundo ele, até o final deste ano o País terá mais universidades do que em toda a história do Brasil e que a sua decisão de aumentar o número de universidades é histórica.Ao todo serão 41 extensões de universidades, quatro novas universidades, seis faculdades que serão transformadas em universidades e 32 escolas técnicas federais, sendo que 25 delas serão inauguradas até julho (data limite para o governo fazer inaugurações, antes das eleições de outubro)

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