Lula sanciona ?renda mínima?; programa só começa em 2005

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o programa de renda básica de cidadania no Brasil, conhecido como "renda mínima", nascido de um projeto de autoria do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Lula pediu que não cobrem dele resultados imediatos desse programa, que só começará a ser implementado em 2005. "Não é possível, em passe de mágica, arrumar todos os recursos de que precisamos para fazer a lei acontecer", afirmou.Na solenidade de sanção, realizada no Palácio do Planalto, Lula disse que a lei faz parte de um processo da política social que o governo deseja implementar no País. O presidente fez vários elogios a Suplicy, presente à solenidade. "Ninguém, neste País, tem mais méritos do que a tua ousadia e a tua teimosia para transformar a idéia em projeto de lei, aprovado e sancionado agora", disse o presidente ao senador. Suplicy , que teve sua ?teimosia? várias vezes lembrada por Lula, discursou emocionado e com voz embargada. Chamando o presidente de "você", ele disse que a sanção da lei só estava sendo possível porque o Brasil elegeu Lula, que tem "vontade e disposição de fazer Justiça".À solenidade estava presente a maioria dos ministros de Estado, entre eles os da Fazenda, Antonio Palocci; das Comunicações, Miro Teixeira; da Casa Civil, José Dirceu; das Relações Exteriores, Celso Amorim; das Cidades, Olívio Dutra; do Trabalho, Jaques Wagner; da Ação Social, Benedita da Silva, e da Educação, Cristovam Buarque.Esteve presente à solenidade a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), ex-mulher do senador, a mãe de Suplicy, dona Filomena, o filho João Suplicy e sua mulher Maria Paula. Também participou da solenidade o secretário da Rede Européia da Renda Básica, Philippe van Parijs, professor de Economia e Ética Social da Universidade Católica de Lovain, na Bélgica. Ele leu um discurso em português, no qual elogiou a iniciativa de criação do programa, ressaltando a importância do fato.

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