Lula reúne novo ministério para pedir empenho no PAC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda nesta segunda-feira, 2, a primeira reunião ministerial do segundo mandato, depois do remanejamento de ministros concluído no dia 29 de março. O início da reunião está marcado para as 9 horas, no Palácio do Planalto. Na expressão de uma fonte palaciana, uma espécie de ?posse coletiva?, em que os novos ministros estarão juntos pela primeira vez recebendo as orientações gerais do presidente para atuar à frente de suas pastas. Lula fará uma preleção no início da reunião, incluindo um balanço dos quatro primeiros anos de governo, com os resultados obtidos na economia e na redução da desigualdade social. Dirá o que espera de seus ministros, não individualmente, mas em bloco, traçando as linhas gerais de atuação. Enfatizará a prioridade em torno do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pedirá o empenho de cada um para a execução das obras. Além do PAC, Lula deverá fazer uma avaliação política do novo governo, à luz da coalizão formada no Congresso e representada em seu ministério. O presidente tem dito que pretende ter uma relação com o Congresso que flua bem melhor do que em seu governo anterior - e a coalizão foi o caminho escolhido para isso. Lula não considera a reunião ministerial como marco do efetivo início do segundo mandato. Sua avaliação é de que o governo não parou e, prova disso, seria o PAC, que teve sua formatação concluída no início do ano e já está em andamento. Cenário econômicoDois ministros deverão ter papel de destaque nessa reunião: Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Mantega deverá fazer uma apresentação sobre o cenário econômico para o Brasil neste ano, já sob a ótica dos novos dados do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a assessoria do ministro. Ele deve mencionar a melhora nos dados do crescimento realizado no passado e seu impacto em indicadores de solvência da economia, como a relação dívida/PIB, que, com a revisão feita pelo IBGE, passou de 50% para 44,9%. Além disso, apresentará como mais um sinal do fortalecimento da economia brasileira, que ele vê em um novo ciclo de crescimento sustentável, a expansão das reservas internacionais, que já estão próximas de US$ 110 bilhões. Mantega deve destacar ainda que a revisão do PIB não provocou alteração nominal nas metas fiscais e, sobretudo, na programação do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), um dos instrumentos principais para a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os investimentos do PPI não são sujeitos a cortes pela área econômica. Mas quem vai tratar mais detalhadamente do PAC para seus colegas de ministério será Dilma Rousseff. Ela fará uma apresentação do programa, o cronograma de obras, as perspectivas e deve fazer algum balanço sobre seu andamento nos primeiros dois meses. Dilma deverá ainda engrossar o coro de Lula e pedir que os ministros se empenhem na execução das obras e ajudem na mobilização da base governista para aprovação dos projetos enviados ao Congresso.

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