Lula retoma debate de ministério na volta das férias

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá retomar a discussão sobre o ministério do novo governo após a volta das férias. Segundo ele, o presidente decidiu tirar uma semana de férias a partir do dia 5 de janeiro. Lula encarregou os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de Tarso a continuar conversando com a base aliada sobre o novo ministério. O ministro das Relações Institucionais informou ainda que o presidente Lula pretende reunir todos os governadores na volta das férias para discutir reformas política e tributária e tratar de questões de interesse dos Estados. Tarso disse também que acredita que em 15 ou 20 dias haverá unidade da base aliada em torno da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. "Não achamos que PT e PC do B vão cometer o desatino de chegar com duas candidaturas", disse ele referindo-se às discussões em torno dos candidatosdeputado Aldo Rebelo (PCdB-SP) - atual presidente - e do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). "São partidos maduros", destacou, ressaltando que Aldo e Chinaglia são duas lideranças importantes da base. O ministro fez questão de destacar que o governo não está coordenando o processo de disputa pela Presidência da Câmara. Ponderou, porém, que o governo pode funcionar como um mediador no processo. Para ele, a coalizão dos partidos políticos em torno do segundo mandato de Lula só deverá começar a funcionar em fevereiro. Genro disse que seria um bom ensaio se os dois partidos - PT e PCdoB - chegassem a um ponto comum em torno da presidência da Câmara. Tarso avalia que a decisão do PFL de apoiar Aldo para a presidência da Câmara pode ser a tentativa de criar uma "contradição no seio do governo", mas não irá atrapalhar a base aliada na tentativa de chegar a um consenso entre Aldo e o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia. "Se a oposição acha que não tem força para apresentar um candidato, é natural que possa se escorar na candidatura que possa parecer mais perturbadora para o governo, mas isso é um equívoco", disse o ministro.

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