Lula rejeita Marta e quer Haddad na disputa por SP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deflagrou ontem a operação para emplacar o ministro Fernando Haddad (Educação) candidato a prefeito de São Paulo sem a necessidade da realização de prévias eleitorais no PT. Em termos práticos, a manobra significa principalmente retirar a senadora Marta Suplicy da disputa.

AE, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 10h11

Lula recebeu ontem, separadamente, quatro pré-candidatos petistas - o senador Eduardo Suplicy não foi chamado. A eles defendeu o que fala nos bastidores: o PT precisa de "discurso novo" e de "proposta inovadora" se quiser vencer no maior colégio eleitoral do País. Foi a senha de que não quer Marta candidata.

A senadora foi a última a conversar com Lula. O ex-presidente não pediu a ela que retirasse seu nome da disputa. Mas tangenciou o assunto ao dizer, sem meias palavras, que achava melhor um "nome novo". Ao deixar o encontro, Marta chegou a admitir que "a ideia de uma cara nova pode até ser boa". Afirmou, no entanto, que pretende levar adiante a sua pré-candidatura.

"Eu falei que achava importante ouvir a opinião dele, mas que achava que era a pessoa com mais condição de disputa. Ele também não discordou. Ele tem uma teoria toda dele. Mas foi extremamente respeitoso", disse Marta ao deixar o encontro com Lula no Instituto Cidadania.

A senadora reuniu-se na quinta-feira passada com a presidente Dilma Rousseff. De acordo com relato de petistas, a presidente teria sido direta. Disse a Marta que precisa dela no Senado para colaborar com o governo, principalmente no momento de fragilidade da base. Também não teria dado espaço para negociar um prêmio de consolação, como um ministério. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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