Lula reforça confiança na aprovação da CPMF

Presidente diz que o governo segue disposto a negociar com a oposição para garantir o imposto até 2011

Agência Brasil,

10 de dezembro de 2007 | 07h35

Durante o programa semanal Café com o Presidente desta segunda-feira, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou confiante sobre a aprovação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), cuja votação está marcada para esta terça-feira, será aprovada pelo Senado Federal. Falando de Buenos Aires, onde está para a posse da presidente do país, Cristina Kirchner, Lula afirmou que não pensa na "possibilidade de não ter esse imposto", ressaltando que o imposto é destinado ao apoio para a camada mais carente da população.   Lula ressaltou que os senadores devem aprovar a medida por conta da sua finalidade, que segundo presidente, é responsável pelo repasse do 50% do dinheiro da saúde para os estados, além da aposentadoria dos trabalhadores rurais e do Bolsa Família. "É uma questão de responsabilidade e eu estou tranqüilo, estou convencido que, em todos os partidos políticos, a maioria dos senadores querem votar favorável à CPMF. Obviamente que tem pressão de um ou de outro partido político, mas eu acho que o bom senso vai prevalecer".   O presidente disse ainda que espera que a oposição e os choques entre o posicionamento de alguns senadores, governadores e prefeitos devem ser resolvidos até a votação. Confiante, Lula disse que o Senado reconhece que não é possível cortar R$ 40 bilhões do orçamento do país. Presidente: Eu estou muito confiante, Luiz, estou muito confiante. Acho que é importante o povo brasileiro acompanhar de perto essa votação e eu estou certo que a maioria dos senadores votará favorável à CPMF.   Questionado se o governo pretende ir para o "tudo ou nada" na terça-feira, Lula lembrou que essa foi uma questão que já passou por negociações, e a administração aceitou reduzir as alíquotas para os próximos anos. "É importante lembrar que o governo aceitou reduzir no imposto de renda até R$ 2.800, para os trabalhadores que ganham até esse salário nós iremos reduzir a CPMF. Mas o governo está disposto a conversar, está conversando, o ministro Guido [da Fazenda, Guido Mantega] tem negociado, outros companheiros do governo tem negociado." O presidente ainda disse que o governo está aberto para novas propostas e prometeu estudá-las. "O que é importante é que esse imposto tem que ser votado tal como ele foi aprovado na Câmara."   O presidente falou ainda sobre a assinatura da ata da criação do Banco do Sul. Segundo ele, a ratificação significa a criação de uma instituição que tem como objetivo ajudar no desenvolvimento da América do Sul. "Nós não podemos ficar dependendo do Banco Mundial ou do FMI [Fundo Monetário Internacional], ou seja, é importante que a gente tenha um banco sul-americano e que a gente possa, junto com outras instituições financeiras, ter os recursos necessários para que possamos fazer os investimentos em infra-estrutura que tanto a América do Sul necessita." Lula ressaltou a necessidade de investimentos em energia, telecomunicações, malha rodoviária e ferroviária para a região.

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