Lula reforça combate a inflação mas descarta corte de gastos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a prometer nesta sexta-feira que o governo fará o for preciso para impedir a volta da inflação no país, afirmou que a alta dos juros faz parte do trabalho do Banco Central, mas descartou novos cortes de gastos públicos. "A única coisa de que tenho convicção é que nós iremos fazer o que for necessário fazer para evitar que a inflação volte no Brasil", disse Lula em Lisboa, onde se encontra para reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), acrescentando que a economia brasileira "está muito segura". Perguntado se o Comitê de Política Monetária (Copom) teria exagerado ao elevar a taxa básica de juros Selic em 0,75 ponto percentual, para 13 por cento ao ano, na última quarta-feira, Lula respondeu que "o Banco Central está lá para fazer a política monetária". O presidente reafirmou que o governo está atuando para aumentar a oferta como forma de combate à inflação e rejeitou novos cortes de gastos. "Nós não temos mais o que cortar de gasto do governo. Fizemos o reajuste que deveríamos ter feito. Fizemos o Fundo Soberano, que é uma mistura de fundo soberano e superávit primário, aumentamos em 0,5 por cento", disse, referindo-se à elevação da meta do superávit primário para este ano. Mesmo dizendo que "as medidas estão tomadas", Lula não descartou novas ações do governo para controlar a inflação. "Obviamente que não é possível o governo ficar anunciando com antecipação o que ele vai fazer amanhã, depois de amanhã, mês que vem, se a inflação continua. Nós iremos tomando as medidas que forem necessárias tomar." Para o presidente, os investimentos previstos no país em vários setores, como agricultura e siderurgia, vão permitir que o Brasil "possa continuar tendo um crescimento sustentável". (Texto de Alexandre Caverni)

REUTERS

25 Julho 2008 | 20h18

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