Lula recomenda à militância que não aceite provocações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou hoje (24), em comício na região central de Porto Alegre, que nesta reta final de campanha a militância petista não aceite provocações. "Vamos agir sem raiva, sem brigas, sem aceitar provocações", disse Lula. "Tem de rir para quem está bravo e ser calmo com quem está nervoso", afirmou, sem citar o nome de José Serra (PSDB), adversário da petista Dilma Rousseff.

ANNE WARTH, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 22h04

Lula disse que Dilma vai vencer as eleições e não enfrentará a "herança maldita" que ele encontrou quando assumiu a Presidência. Ele afirmou também que não haverá contestações a uma vitória da petista, como acontece em outros países do mundo.

Depois de uma semana em que sua postura frente à democracia foi questionada, Lula disse valorizar a liberdade de opinião e de expressão. "A imprensa é muito importante para o Brasil", afirmou. Falando com base em sua experiência, disse que os governantes precisam ter humildade para não deixar que reportagens favoráveis lhe subam à cabeça nem ficar com raiva quando receber críticas. "Democracia é um valor incomensurável do qual eu não abro mão."

Lula comentou a pesquisa Ibope/Estado/Rede Globo, que mantém Dilma na liderança, com 50%. "O PT nunca foi de acreditar em pesquisa, mas quando ela é boa a gente acredita", afirmou.

Lula pediu votos para o candidato do PT a governador do Rio Grande Sul, Tarso Genro, e para os candidatos a senador Paulo Paim (PT) e Abigail Pereir (PCdoB) e para os deputados petistas.

Antes de Lula, Dilma discursou por 20 minutos. Assim como o presidente, ela comemorou o processo de capitalização da Petrobras. "Vendemos um pedacinho da Petrobras para conseguir esse dinheiro hoje? Aquilo que eles venderam nós compramos de volta hoje para o Brasil e para o povo brasileiro", disse, em referência ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ela iniciou o discurso falando para a "minha Porto Alegre" e lembrou que seu neto, que nasceu no início do mês, é gaúcho. "Nessas eleições iremos optar entre continuar mudando o Brasil e fazer o Rio Grande mudar junto", disse. "No dia 3 de outubro, vamos provar que uma mulher pode sim governar o Brasil. Vamos seguir o exemplo do presidente e comprovar que uma mulher pode cuidar do povo como um metalúrgico já fez."

A Brigada Militar calculou que 15 mil pessoas estiveram no largo em frente ao Mercado Público de Porto Alegre para assistir ao comício.

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