Lula reclama do rigor de órgãos de fiscalização de obras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou hoje do rigor de órgãos de fiscalização diante de obras do governo federal. Falando a empresários da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista, ele comparou as dificuldades enfrentadas pelo setor público às facilidades do setor privado. "Se vocês tivessem para fazer a fábrica de vocês, 1% do controle que tem o governo para fazer uma coisa, vocês não teriam feito nem o telhado da fábrica", disse.

ANNE WARTH E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agência Estado

23 de agosto de 2010 | 14h33

Lula afirmou que não é contra a fiscalização em si, mas defendeu a criação de mecanismos que tornem a atuação dos órgãos "mais rígida" mas, ao mesmo tempo, "mais rápida". Como exemplo, ele citou uma obra de expansão do metrô numa capital brasileira, sem mencionar qual, que ficou parada durante quatro meses devido à fiscalização.

"Quem fica responsável pelo prejuízo?", questionou o presidente. Outro caso, segundo ele, foi o de uma espécie de "perereca" que interrompeu as obras de um viaduto no Rio Grande do Sul e que, conforme Lula, se repetiu no arco rodoviário do Rio de Janeiro. "A obra ficou parada por causa de uma perereca", afirmou o presidente, arrancando risos da plateia formada por empresários.

Ao término da cerimônia promovida pela Abdib, Lula teve um rápido encontro, no mesmo hotel do evento, com os jogadores de futebol do Santos Futebol Clube, o atacante Neymar e meio-campista Paulo Henrique Ganso. Os jornalistas não tiveram acesso ao encontro, que foi registrado por fotógrafos e cinegrafistas. A assessoria do presidente informou foi uma conversa informal.

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