Lula reclama de posição 'dúbia' dos governadores sobre CPMF

Em reunião do conselho, presidente diz que governadores não se posicionam em público a favor do tributo

Leonencio Nossa, da Agência Estado, e Tânia Monteiro, do Estadão,

22 de novembro de 2007 | 14h30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou nesta quinta-feira, 22, durante reunião do Conselho Político do governo, no Palácio do Planalto, que muitos governadores têm posição dúbia em relação à proposta de emenda que prorroga a CPMF até 2011. "Em conversa particular comigo, eles são a favor, mas não se posicionam em público", disse Lula, segundo relato de participantes do encontro. Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF   Na reunião, Lula teria dito que os governadores deveriam pressionar suas bancadas a aprovar a emenda, pois o imposto do cheque beneficia os cofres dos estados. Lula chegou a apresentar números. Nas contas dele, sem a aprovação da emenda, Goiás perderá R$ 700 milhões; Minas Gerais, R$ 4 bilhões; Rio de Janeiro, R$ 3 bilhões; e São Paulo, R$ 6 bilhões.  O presidente também aproveitou a reunião para renovar o pedido de empenho para que os líderes assegurem a votação da proposta que prorroga a CPMF até 2010 no Senado. Segundo o líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), o presidente Lula disse que o orçamento "não pode prescindir" da arrecadação da CPMF.  Mais uma vez, Lula ressaltou que parte significativa da arrecadação - cerca de R$ 24 bilhões - são destinadas ao financiamento das despesas com a área de saúde. José Múcio garantiu, no entanto, que o presidente mantém o otimismo em relação à aprovação da CPMF. "Mas não podemos parar de trabalhar", disse.

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