Lula receberá movimentos sociais antes do conselho

Antes de instalar o conselho político da coalizão partidária, na tarde desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber no Palácio do Planalto, pela manhã, dirigentes dos chamados "movimentos sociais" que, em sua maioria, o apoiaram durante a crise política de 2005 e na campanha pela reeleição."Será uma discussão sobre o desenvolvimento do País, com ênfase no crescimento com distribuição de renda, avanço nas políticas sociais e na afirmação da soberania nacional", disse à Reuters o ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência.Foram convidados para o encontro com Lula cerca de vinte dirigentes de entidades nacionais, entre as quais CUT, Força Sindical, CGT, MST, Contag, UNE, Abong (Associação Brasileira de ONGs), movimentos de defesa dos direitos de mulheres, de indígenas, da moradia e de combate ao racismo."São movimentos com pautas diversas, mas a conversa com o presidente será geral, política, e não sobre reivindicações específicas", acrescentou Luiz Dulci.O ministro lembrou que, na primeira entrevista coletiva na noite da reeleição - em 29 de outubro -, Lula anunciou que pretendia "aprofundar o diálogo" com os movimentos sociais, além dos partidos políticos.Os chamados "movimentos sociais" marcaram presença no primeiro governo Lula, por meio de conferências sobre políticas públicas (especialmente na área de meio ambiente e saúde) e até ocupando cargos no primeiro escalão.O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, por exemplo, era presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em julho de 2005, antes de entrar para o governo, Marinho organizou com UNE, MST e outras entidades um ato de apoio a Lula, em plena crise do mensalão. Mercosul SocialTambém nesta quarta-feira, à noite, Lula vai participar da abertura da Cúpula Social do Mercosul, que reúne movimentos e entidades do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.Será a primeira reunião do grupo, que tem como um dos temas o debate sobre "participação efetiva da sociedade civil nos âmbitos decisórios" do Mercosul. As conclusões da cúpula serão examinadas no próximo encontro de chefes de Estado da região, marcado para janeiro.

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