Lula recebe mensagem de Obama

A carta, na qual Obama manifesta tristeza pela doença do ex-presidente, foi entregue ao governo brasileiro pela embaixada americana no Brasil

Gustavo Uribe, da Agência Estado

22 de novembro de 2011 | 17h58

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na tarde desta terça-feira, 22, uma carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desejando-lhe melhoras no tratamento contra um câncer na laringe. O documento foi entregue a Lula pelo ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que a recebeu no último sábado, 19, do secretário especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. A carta, na qual Obama manifesta tristeza pela doença do ex-presidente, foi entregue ao governo brasileiro pela embaixada americana no Brasil.

 

Na carta, Obama diz que ficou triste com a notícia sobre o câncer na laringe do brasileiro e que ele e sua família oram por Lula. "Quero que você e sua família saibam que estão nos meus pensamentos e orações e também nos de Michelle", diz Obama, em documento timbrado. O presidente norte-americano destaca também a importância mundial de Lula."O Brasil e o mundo continuam a prosperar com a sua força e incansável liderança", continuou.

 

Segue a íntegra da mensagem:

 

"Espero que essa carta o encontre em bom ânimo, meu amigo. Eu fiquei entristecido pelas recentes notícias sobre o diagnóstico de seu câncer. Quero que você e sua família saibam que estão nos meus pensamentos e orações e também nos de Michelle. Eu acredito, e tenho lido isso nas notícias, que você está se tratando em um dos melhores hospitais da região. O Brasil e o mundo continuam a prosperar com a sua força e incansável liderança. Eu desejo a você uma rápida recuperação. Atenciosamente, Barack Obama."

 

 

O ex-presidente segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde iniciou nesta semana a segunda fase do tratamento quimioterápico no combate ao câncer. A previsão da equipe médica é de que ele receba alta nesta noite, quando retornará ao seu apartamento em São Bernardo do Campo.

Além da visita de Vannuchi, o ex-presidente recebeu o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, o secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, José Gregori e o ex-ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência da República).

O ex-presidente havia pedido à equipe médica que o liberasse na manhã desta terça-feira, mas aquela preferiu deixá-lo em observação por mais tempo, devido aos efeitos colaterais do tratamento. Os médicos chegaram a sugerir que ele passasse mais uma noite no hospital, o que não foi bem recebido por Lula, que insistiu em ser liberado. A equipe médica pretende sugerir ao ex-presidente, na próxima semana, que saia mais de casa e volte, inclusive, a trabalhar no Instituto Lula. Segundo interlocutores, ele já avalia essa hipótese caso a orientação seja confirmada pelos médicos.

Na primeira sessão de quimioterapia, há duas semanas, o ex-presidente sentiu como efeitos colaterais fadiga, enjoo e perda de parte do paladar. A segunda etapa do tratamento costuma ser mais agressiva, o que gera efeitos colaterais mais fortes.

 

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