Lula rebate tese de que adiou ida ao Sul para fugir de protesto

Presidente esclarece ainda que não mudou agenda e irá ao Sul quando voltar de viagem internacional

Clarissa Oliveira, do Estadão

27 de julho de 2007 | 15h29

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a viagem que fez a Natal na manhã desta sexta-feira, 27, para rebater a tese de que teria alterado sua agenda de viagem do Sul para o Nordeste para amenizar reações negativas em decorrência do acidente com o Air Bus da TAM e o agravamento da crise aérea no País.   Veja Também:    Tudo sobre o acidente do vôo 3054 Apesar da blindagem, Lula é vaiado ao lançar PAC em Aracaju   Em discurso, o presidente esclareceu que retomará a viagem ao Sul assim que retornar de uma série de compromissos internacionais programados. "o Lula tem alguma coisa contra o Sul?", indagou o presidente ao esclarecer seu empenho em promover o desenvolvimento do País".   "Muito pelo contrário. Devo tudo o que sou ao Sul e Sudeste brasileiro.Foi lá que eu aprendi a ler, foi lá que eu tive uma profissão, foi lá que eu criei um sindicato, foi lá que eu fundei um partido, que eu fundei uma central e foi lá que eu me lancei candidato à presidência", disse Lula ressaltando que foi exatamente o Sul e o Sudeste do País que fizeram a sua carreira política e o tornaram o que é hoje.   Lula tachou de  "pequenez política" a idéia de que ele como presidente tomaria decisões de acordo com quem governa ou não o Estado. "É uma bobagem, ou pequenez de quem pensa ou escreve que um presidente da República e seus ministros tomam a decisão em investimento em função de partido a que pertence o prefeito",afirmou. As viagens internacionais de Lula, as seguintes:México,Cidade do México, entre os dias 6 e 7 de Agosto;Honduras, em Tegucigalpa, no dia 7 de Agosto; Manágua na Nicarágua, no dia 8 de agosto; e Kingston, na Jamaica, no dia 9 de agosto.   Apenas um dia depois de ter cobrado mais fidelidade dos políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inverteu seu discurso na manhã desta sexta-feira e afirmou que a classe política do País já está "cada vez mais civilizada", em cerimônia para lançamento de investimentos para o Programa de Aceleração do Crescimento no Rio Grande do Norte.   Ele destacou a parceria entre governos de diferentes partidos e disse que há uma compreensão maior da necessidade de disputas políticas se restringirem ao período eleitoral. "Começo a perceber que todos os problemas que temos, e que estamos nos transformando aos poucos num País, com uma classe política cada vez mais civilizada, cada vez mais 'compreendedora', compreensiva de que a gente tem momentos de briga, momentos de disputa, momentos de eleição e depois temos momentos de cumprir as promessas que fizemos ao povo durante o processo eleitoral", afirmou Lula.   Vaias   Durante o lançamento do PAC nesta manhã, o presidente  se tornou novamente alvo de protestos na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Na última quinta-feira, em Aracaju, Lula foi vaiado por manifestantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Cultura.   Nesta manhã, os manifestantes, cerca de 200, não puderam entrar no local e sequer chegaram perto do presidente Lula, mas trouxeram ao Centro de Convenções da cidade, faixas com inscrições como: "Prisão já para corruptos e corruptores" ou ainda " Incra em greve contra o PAC e o PLP-01 (projeto que restringe a greve do funcionalismo público)".

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