Lula rebate críticas da CNBB sobre política social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu-se nesta quinta-feira de críticas feitas ao seu governo pelo secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Odilo Scherer, que reclamou mudanças na política social e econômica para superar a pobreza e corrigir o desnível entre ricos e pobres. "Estamos conseguindo mudar o Brasil porque o econômico e o social estão avançando juntos", afirmou Lula, durante solenidade no Palácio do Planalto, sem citar nominalmente o secretário-geral ou a CNBB.Na solenidade, Lula sancionou a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que permitirá a exploração de madeira por meio de concessões. Em discurso, ele admitiu que a lei não é a ideal, "mas o caminho do meio na área ambiental", lembrando que "a questão do meio ambiente sempre foi 8 ou 80, uma guerra. Ou se destrói tudo, ou se cria um santuário da humanidade".O presidente estimou que, nos próximos dez anos, poderão ser explorados 13 milhões de hectares de matas. Ele elogiou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmando que ela está cada vez mais popular. "Se for candidata, transfiro meu título para o Acre", disse o presidente, em tom de brincadeira.Ele citou Marina após um discurso em que ela tentou rebater críticas ao trabalho dela no Ministério e ao projeto convertido em lei que, na avaliação de entidades ambientalistas, vai legalizar a atuação dos grileiros e do crime organizado. Após o evento, a ministra afirmou não ter feito acordo com o crime organizado e que o governo Lula reduziu os índices de desmatamento na Amazônia.

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