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Lula realizará exame para verificar eficácia de tratamento do câncer

Melhora na voz do ex-presidente sugere que doença está regredindo, segundo equipe médica

Gustavo Uribe, de Agência Estado

30 de novembro de 2011 | 17h06

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá retornar no dia 12 de dezembro ao Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, para a realização de um exame clínico com o objetivo de verificar se o tratamento a que está sendo submetido contra um câncer de laringe, diagnosticado em outubro, obteve os resultados esperados. A informação é de membros da equipe médica que tratam do estado de saúde do petista, os quais se dizem otimistas quanto à regressão da doença.

A voz do ex-presidente, segundo eles, tem aos poucos voltado ao normal, não havendo mais a presença da rouquidão verificada após o primeiro ciclo de quimioterapia, no início de novembro. "O que sugere que a doença está regredindo", avaliou um dos médicos, o qual relatou que o petista também tem enfrentado melhor os efeitos colaterais das sessões de quimioterapia, como fadiga e enjoo.

O ex-presidente deverá ser submetido a exames de laringoscopia e tomografia para verificar a esperada regressão do tumor. A equipe médica pode realizar ainda um PET Scan, espécie de tomografia que serve para detecção precoce de tumores ou novos focos, para confirmar o diagnóstico.

Os médicos consideram a chance pequena, mas não descartam a possibilidade do ex-presidente ser submetido a uma cirurgia, caso o tumor não tenha sofrido uma redução de mais da metade do seu tamanho inicial. A proporção dos pacientes com quadro clínico semelhante ao do ex-presidente, que apresentam uma resposta satisfatória ao tratamento de quimioterapia, segundo um dos membros da equipe médica, é de 80% a 90%. "É uma proporção realmente grande", enfatizou.

Nas últimas semanas, membros da equipe médica têm insistido para que o ex-presidente saia mais de casa, se distraia mais e até despache na sede do Instituto Lula, na capital paulista. O petista têm se mostrado, segundo interlocutores, avesso a essa ideia, uma vez que ainda sente alguns efeitos colaterais das sessões de quimioterapia. A melhora do humor, segundo os médicos, contribui para a recuperação do paciente.

O tumor do petista, de acordo com a equipe médica, pertence ao tipo mais comum e pode ser considerado como de agressividade média, com grandes chances de cura. A expectativa inicial é de que, em janeiro de 2012, o ex-presidente inicie as sessões de radioterapia e que o tratamento médico seja finalizado em fevereiro.

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