Lula reage bem à quimioterapia, diz médico

Os médicos informaram ainda que, até este fim de semana, o ex-presidente carregará na cintura uma bomba de infusão que injetará medicamentos quimioterápicos

Gustavo Uribe, da Agência Estado

01 de novembro de 2011 | 16h48

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu bem à quimioterapia realizada na segunda-feira, 31, e os exames feitos na manhã desta terça-feira, 1º, não apontaram anormalidade no seu estado de saúde. A informação é dos oncologistas Paulo Hoff e Artur Katz, que concederam entrevista coletiva, nesta terça, na entrada do Hospital Sírio-Libanês. Os médicos informaram que o petista respondeu bem ao tratamento e nos próximos dias, até a próxima sessão de quimioterapia, ficará em observação pela equipe médica. Neste intervalo, ele também deverá realizar exames de sangue, com o intuito de monitorar o seu estado de saúde. "Ele reagiu bem, passou uma noite bem. Hoje ele completou os exames, saiu do hospital e vai para sua casa", informou o oncologista Paulo Hoff.

 

Os médicos informaram ainda que, até este fim de semana, o ex-presidente carregará na cintura uma bomba de infusão que injetará medicamentos quimioterápicos no cateter que foi colocado abaixo do ombro direito do ex-presidente. "Ele ficará com a bomba de infusão até o final de semana", frisou o oncologista Artur Katz.

 

Os integrantes da equipe médica ressaltaram que nos próximos dias o ex-presidente deverá levar uma vida normal, considerando que é um paciente em tratamento, sem restrição de alimentos. A equipe médica estuda, inclusive, permitir ao ex-presidente realizar atividades físicas em uma esteira no período em que estiver em tratamento. "Estamos discutindo até quantos minutos ele poderá por dia fazer esteira", afirmou Katz. A única recomendação que a equipe médica deu ao ex-presidente é a de que ele não cumpra uma agenda pública. A assessoria de imprensa do Instituto Lula já informou que as viagens nacionais e internacionais do petista estão suspensas até o fim de janeiro de 2012.

 

Os oncologistas disseram ainda que a expectativa é de que o ex-presidente passe as festas de fim de ano em casa, com a sua família, e consideraram muito improvável que ele apresente fortes enjoos em decorrência da sessão de quimioterapia. "É muito improvável que ele tenha um forte enjoo, uma vez que ele não teve até agora. Ele pode ter, eventualmente, um ligeiro mal estar."

 

A equipe médica avaliou que a voz do ex-presidente, que nos últimos dias apresentava uma certa rouquidão, melhorou bastante. Segundo eles, o edema que ele apresentava junto a lesão na laringe regrediu, levando a uma recuperação da voz.

 

Eles consideraram ainda que a queda de cabelos, por conta da quimioterapia, varia de paciente para paciente. O oncologista Paulo Hoff, contudo, explicou ontem que, em média, as quedas costumam ocorrer de duas a três semanas após a primeira sessão de quimioterapia. O tratamento inclui três sessões de quimioterapia, com intervalo de 21 dias entre elas.

 

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