DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Randolfe desiste de governo do Amapá e adere à campanha de Lula

O senador Randolfe Rodrigues confirmou que não pretende concorrer ao governo do Amapá para auxiliar Lula na disputa pela Presidência da República

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2022 | 08h18

O senador Randolfe Rodrigues anunciou nesta terça-feira, 22, que vai desistir da disputa pelo governo do Amapá para integrar a equipe da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No plenário do Senado, o parlamentar afirmou que considera ser mais “útil” para seu Estado aceitando o convite do líder petista, a quem ele atribuiu a figura de “principal representante das forças de oposição” contra o presidente Jair Bolsonaro (PL)

“A realidade do Amapá não mudará se não mudarmos a realidade do Brasil”, disse o senador. “Meu papel será muito mais útil nessa contenda se ajudar a construir um novo tempo para o País, aceitando o convite honroso e gentilmente formulado pelo presidente Lula”, completou. O parlamentar não revelou quem escolherá como substituto para a campanha amapaense, para a qual ele estava bem posicionado.

O convite de Lula a Randolfe tornou-se público no fim de janeiro. Na Rede, o senador é um defensor da união do partido com o ex-presidente, sob o argumento de que a legenda deve estar com quem mais tiver chance de vencer a eleição no primeiro turno. 

Randolfe também é visto como o principal interlocutor entre o provável candidato petista e a ex-ministra Marina Silva, que rompeu com o PT em 2014. Agora, suas atribuições na equipe do ex-presidente devem incluir justamente ajuda em articulações políticas. Considerada uma das peças-chave do jogo eleitoral deste ano, Marina também é cortejada pela campanha de Ciro Gomes (PDT), que também tenta atraí-la. 

No Senado desde 2011, Randolfe ganhou projeção após propor a criação do colegiado e participar como vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid em 2021, durante a qual se consolidou como uma figura aguerrida da oposição contra o governo do presidente Bolsonaro.

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