Lula quer prioridade para criação do fundo soberano, diz líder

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvapediu aos líderes do governo no Congresso que priorizem aaprovação dos projetos que criam o fundo soberano e propõem asreformas tributária e política, disseram parlamentarespresentes à reunião do conselho político na terça-feira. Segundo o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana(PT-RS), comentou-se na reunião que o fundo soberano éessencial para combater a inflação, questão que preocupa oPlanalto. O mecanismo poderia ser usado em momentos de crisepara alavancar a economia. Ainda não está claro para o governo se o fundo soberanoserá custeado com os recursos originários da exploração dopetróleo da camada pré-sal. O único consenso é que o projeto dofundo tem que ser aprovado antes que o petróleo comece a serexplorado. Embora o governo tenha pressa, os parlamentares dizem que oExecutivo sabe que o fundo soberano pode ser alterado peloLegislativo. "Naturalmente o Congresso é soberano para fazeralterações", disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands(PE). Fontana afirmou que o fundo soberano pode servir tambémpara evitar internalização abrupta de dólares, o quevalorizaria ainda mais o real e reduziria a capacidadeexportadora do país. Se ainda falta definição sobre a constituição do fundosoberano, Lula reiterou que o dinheiro do pré-sal vai serinvestido em educação, ciência e tecnologia. Sobre a queixa do presidente do Senado Garibaldi Alves(PMDB-RN) de que o Congresso está alheio às discussões sobre opré-sal, Lula disse aos parlamentares que o debate ainda émuito incipiente e que depois que a comissão interministerialque trata do tema definir as políticas para o setor a questãoserá encaminhada ao parlamento. "Oportunamente o debate sobre o pré-sal vai chegar aoCongresso", disse Rands. Sobre a reforma tributária, Lula pediu que o projeto sejaacelerado, e quanto à reforma política quer que as conversascomecem a ser feitas a partir do fim das eleições municipaispara que um acordo seja encaminhado ao Congresso até o primeirosemestre do ano que vem.(Reportagem de Fernando Exman)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.