Lula quer manter demarcação da Raposa e retirar arrozeiros

Informação é de líderes indígenas, que conversaram com Lula sobre impasse na reserva nesta sexta-feira

Agência Brasil

18 de abril de 2008 | 14h39

Líderes indígenas que se reuniram nesta sexta-feira, 18, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram o Palácio do Planalto afirmando que o presidente está comprometido com a manutenção da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua. "Senti firmeza. Ele (presidente Lula) garantiu que vai manter a disposição em retirar os arrozeiros", disse o macuxi Jaci José de Souza, tuxaua (cacique) de comunidade na Raposa Serra do Sol.  Veja  também: Roldão Arruda analisa na TV Estadão a situação na Raposa Serra do Sol Saiba onde fica a reserva e entenda o conflito na região Enquete: Você concorda com o modelo de demarcação das terras indígenas que expulsa os não-índios?  Galeria de fotos da Raposa Serra do Sol 'Roraima é do Brasil graças aos índios', diz especialista  O presidente Lula indicou ministros para formar uma comissão que vai, junto com os líderes do movimento indígena, conversar, a partir da semana que vem, com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou Marcos Aporinã, porta-voz do grupo que compareceu ao encontro no Palácio do Planalto.  O Supremo determinou, por liminar, a suspensão da Operação Upatakon 3, deflagrada pela Polícia Federal para retirar os não-índios da Raposa Serra do Sol, em Roraima. O tribunal ainda vai, entretanto, julgar no mérito a constitucionalidade da demarcação da reserva em área contínua. Assessores do presidente também confirmaram que ele manifestou aos indígenas disposição de conversar até diretamente com os juízes da Suprema Corte.  Com relação às declarações do comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno, contra a demarcação contínua, o presidente, segundo os participantes, disse que vai conversar com militares para que revejam essa posição. Segundo Marecos Xucuru, membro da Nacional de Política Indígena essa posição dos militares é lamentável, porque joga a sociedade contra os indígenas. "Não somos uma ameaça à soberania nacional. Ao contrário, tem os índios que servem o Exercito. Somos parte disso e queremos defender o nosso território", afirmou. (Com Lisandra Paraguassú, de O Estado de S.Paulo) Texto atualizado às 15h50 

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