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Lula quer evitar declarações sobre área econômica

O presidente de honra do PT e virtual candidato à Presidência em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva, recomendou a políticos e militantes do partido que evitem declarações sobre alguns temas da área econômica. Ele classificou como ?cascas de banana?, ou seja, armadilhas, perguntas freqüentes de adversários e da imprensa sobre a postura de um eventual governo petista em relação à política cambial, de juros, à Lei de Responsabilidade Fiscal e às dívidas externa e interna. "Como posso responder sobre a política cambial de daqui a dois anos?", justificou, durante a abertura da 2ª Conferência Nacional de Comunicação do PT, em Brasília. Ele disse estar "vacinado" contra perguntas desse tipo. "Ninguém exige que a gente saiba tudo e responda sobre tudo." Lula evitou citar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que tem questionado as propostas do partido para a economia. Mas o deputado federal João Paulo Cunha (SP) foi mais explícito. "O PT não deve polarizar com ele (Malan) em hipótese nenhuma", afirmou Cunha, que foi o coordenador nacional da campanha petista nas eleições municipais, no ano passado. O presidente interino do partido, deputado federal José Genoíno (SP), também criticou a "agenda que o Malan está doido para colocar para o PT". Genoíno defendeu a divulgação dos programas das administrações petistas. "Temos que mostrar que nossas utopias se concretizam", disse o deputado.Participou do encontro o publicitário Duda Mendonça, que já assinou campanhas do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e do atual governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), e agora responde pelo marketing petista. Duda Mendonça é criticado internamente no PT por alas mais à esquerda e representantes de tendências mais moderadas, como o ex-governador do DF Cristovam Buarque. "Não vamos exigir carteira de identidade ideológica de ningúem. Nossa relação com o Duda é profissional", rebateu Genoíno.Preocupado com o provável pouco tempo de propaganda gratuita do PT no rádio e na TV em 2002, Lula defendeu o esforço redobrado da militância na campanha desde já. "Temos que ganhar antes", disse Lula, que considera fundamental chegar a agosto do ano que vem com a "eleição garantida". Ele criticou as falhas de comunicação dos governantes do partido. "Só usamos 30% do potencial dos meios de comunicação à nossa disposição", declarou. Lula quer evitar declarações sobre área econômica

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