Lula propõe à ONU grupo para enfrentar crises internacionais

Ao secretário-geral, presidente diz que os EUA são 'atores' dos problemas e 'mediadores' desses conflitos

Leonencio Nossa, do Estadão

12 de novembro de 2007 | 16h47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a criação de um grupo consultivo paralelo ao Conselho de Segurança da ONU, para ser ouvido em casos de conflitos internacionais. Em almoço com Ki-moon, no Palácio do Itamaraty, Lula disse, segundo relatos de participantes, que os Estados Unidos são "atores" dos problemas e também "mediadores" para a solução desses conflitos.  O presidente defendeu a idéia de que a ONU receba consultoria e ouça "novos atores". Ao comentar a crise no Oriente Médio entre israelenses e palestinos, Lula disse que países como o Brasil, África do Sul e Índia podem ajudar na busca de uma solução, pois as três nações têm excelentes relações "com Israel e o mundo árabe". O secretário-geral da ONU, segundo participantes, ouviu a proposta do presidente brasileiro demonstrando atenção, fazendo anotações. Sobre a proposta apresentada por Lula de criação de um grupo paralelo na ONU, Amorim se limitou a dizer que, para o governo brasileiro, é preciso ter idéias novas e, para isso, são necessários "atores" novos. "Quem não tem um interesse direto pode ir com idéias novas." Ainda no almoço, Lula fez, segundo participantes, um relato da Cúpula de Países Ibero-Americanos realizada na semana passada em Santiago do Chile e chegou a mencionar, sem entrar no mérito, o bate-boca do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com o ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar e com o rei da Espanha, Juan Carlos.

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