Lula posa com Dilma e faz piada sobre foto

Após imagens com Maluf, ex-presidente diz estar em cena 'ambientalmente correta'

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h07

Dois dias depois de posar ao lado de Paulo Maluf na casa do deputado do PP, e na sequência ver a deputada Luiza Erundina deixar a chapa de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou ontem a passagem pelo Rio para se encontrar com a sucessora, Dilma Rousseff. Lula fez questão de sair do Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, acompanhado da presidente a fim de posar para fotógrafos.

"É uma foto ambientalmente correta", afirmou Lula aos profissionais de imprensa e fotógrafos que aguardavam a saída da dupla. Dilma repetiu a frase do antecessor e acrescentou: "É uma foto simpática que nós estamos tirando para vocês". De lá, Dilma e Lula seguiram para a conferência Rio+20.

Outro ex-presidente de passagem pelo Rio, o tucano Fernando Henrique Cardoso reagiu com bom humor quando jornalistas pediram um comentário sobre a aliança entre PT e PP em São Paulo e sobre a foto com Lula, Haddad e Maluf, publicada anteontem pelos jornais. "Estou no Rio, não vi nada", afirmou.

Fernando Henrique também passou por mal-estar ao receber Maluf para um jantar em 1997, no Palácio da Alvorada, quando articulava sua reeleição à Presidência. O hoje deputado do PP era adversário histórico do então governador Mario Covas (PSDB), que quase desistiu de disputar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. No ano seguinte, Covas foi reeleito, derrotando Maluf no segundo turno.

Ruído. A aposta dos petistas é que a história da foto tenha desfecho semelhante: o tempo pode diluir o efeito da imagem e da aliança com Maluf.

"Qual é o problema?", devolveu o coordenador da campanha petista em São Paulo, vereador Antonio Donato (PT), ao ser questionado por jornalistas sobre a visita de Lula e Haddad à casa de Maluf, no Jardim América, zona sul da capital. Para o petista, "aparentemente é uma contradição" a união entre o partido e Maluf. "Não vou negar isso, as histórias são diferentes. Mas isso já ocorreu em todos os Estados e em todas as eleições, porque o sistema eleitoral brasileiro gerou esta multiplicidade, essa necessidade de construir maioria e integrar os interesses desses partidos nos governos."

Donato reconheceu que a saída de Erundina cria um clima negativo na campanha, mas acredita que será passageiro. "É uma coisa momentânea. Evidente que cria um ruído na campanha, mas que tende a ser superado. As alianças se mantiveram, o que é o mais importante." / JOÃO DOMINGOS, TÂNIA MONTEIRO, MARIANA DURÃO, LEONENCIO NOSSA e FERNANDO GALLO

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