Lula pede maior acesso a mercados de países latinos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou os presidentes de outros 11 países da América Latina e Caribe presentes ao encontro de Cúpula do Grupo do Rio a "persistir em pôr fim a práticas discriminatórias ao comércio de nossos produtos". Para o presidente, os países da região devem continuar trabalhando por "um acesso maior e mais previsível aos mercados internacionais". Em discurso na abertura do evento, o presidente declarou-se animado com "importantes resultados" conseguidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Eles demonstram que nossa coesão nos permite avançar em áreas essenciais para o crescimento da economia e do emprego". Lula lembrou o acordo entre Mercosul e Comunidade Andina de Nações como um exemplo de que a integração na região está avançando. Enaltecendo o sistema multilateral como "o único capaz de oferecer as bases para o exercício da democracia no plano internacional", Lula pediu a renovação e o fortalecimento do Conselho de Segurança das Nações Unidas. "A entrada de países em desenvolvimento entre seus membros permanentes é fundamental para assegurar a legitimidade e representatividade dos órgãos dedicados à segurança coletiva", afirmou. O Brasil é candidato a uma vaga permanente no Conselho e, entre os países em desenvolvimento, apóia também a candidatura da Índia. Dos países participantes do Grupo do Rio, além do Brasil, o México também quer ter assento permanente no Conselho de Segurança. Este pode ser um dos temas tratados por Lula e o presidente do México, Vicente Fox, em reunião entre os dois nesta sexta-feira, às 8h20, no hotel Sofitel, paralela ao evento que se realiza no mesmo local.

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