Lula pede a novos ministros que não inventem e intensifiquem trabalho

Presidente realizou nesta segunda-feira, 5, a primeira reunião com os substitutos dos ministros que saíram para disputar as eleições de outubro

Carol Pires, Gerusa Marques e Leonencio Nossa da Agência Estado

05 de abril de 2010 | 14h02

 

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos novos ministros nesta segunda-feira, 5, que intensifiquem o trabalho que vem sendo feito e não inventem nada de novo. Lula se reuniu com todos os ministros durante quatro horas na Granja do Torto. O encontro começou com atraso de 40 minutos por causa dos problemas nos voos provenientes do Rio de Janeiro. Dos 37 ministros, chegaram depois do início da reunião os ministros da Saúde, José Gomes Temporão; do Trabalho, Carlos Lupi e da Secretaria da Mulher, Nilcéa Freire, por causa do atraso dos voos. A reunião, que contou também com a presença do vice, José Alencar, foi dividida em três partes.

 

Veja também:

Principal dúvida de ministros é com publicidade eleitoral, diz Padilha

Nova coordenadora do PAC é ainda mais dura, diz Lula

Padilha desafia oposição a discutir ética em campanha

 

Na primeira parte da reunião, segundo relato do ministro de Relações Institucionais Alexandre Padilha, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams fez uma exposição sobre a legislação eleitoral. Padilha lembrou que esta não é a primeira eleição que o governo Lula está enfrentando. Em dois mandatos, já houve duas eleições municipais, e uma geral, em 2006, quando o presidente foi reeleito. "Sabemos bem o que é cumprir a Lei Eleitoral", disse Padilha. Mesmo assim, admitiu, a Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais, editada pela AGU, vai auxiliar o governo no cumprimento da lei.

 

Na segunda parte da reunião o ministro da Fazenda,Guido Mantega, fez uma análise da conjuntura econômica do País. O ministro explicou que a liberação de recursos para obras do PAC nos dois primeiros meses deste ano foi superior à registrada em janeiro e fevereiro do ano passado e que as reservas do País estão em US$ 240 bilhões.

 

Depois, Lula cobrou empenho dos ministros para concluir os projetos que já estão em execução. O presidente pediu que o ritmo de execução das obras do governo seja mantido, mesmo nesses meses que antecedem as eleições. Segundo o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente deixou claro que os novos ministros, que tomaram posse na semana passada, não devem fazer nada de novo e sim dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos em cada pasta.

 

"Todos os ministros conhecem as prioridades de seus ministérios. O fundamental é executar aquilo que nós já temos", disse Padilha, após a reunião ministerial. Segundo Padilha, o presidente brincou com os novos ministros, afirmando que eles terão que trabalhar em dobro, e ressaltou que nove meses de mandato é tempo suficiente para se fazer muito. Lula disse esperar que 2010 seja melhor que 2009. 

 

O objetivo do encontro desta segunda-feira, 5, foi reunir a equipe com os 11 ministros recém-empossados e definir a estratégia de trabalho nos nove meses que faltam para o fim do mandato. Lula antecipou na cerimônia de posse de 10 dos 11 novos ministros, na última quarta-feira, 31, que os novos titulares das pastas terão que trabalhar mais do que os antecessores, para colocá-los "no chinelo".

 

Os novos ministros são: Erenice Guerra (Casa Civil), Márcio Zimmermann (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), João Santana (Integração Nacional), Wagner Rossi (Agricultura), Elói Ferreira (Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), José Artur (Comunicações), Paulo Passos (Transportes) e Carlos Gabas Previdência Social). Também participou da reunião como novo ministro Luiz Paulo Barreto, no lugar de Tarso Genro, que deixou o ministério da Justiça em fevereiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.