Lula pede a aliados pressa para votar Lei de Falências e PPP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu pressa aos partidos aliados para a aprovação dos projetos estratégicos para a economia, como a Lei de Falências e o Parceria Público Privadas (PPP). O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), presente à reunião com o presidente, disse que o projeto da lei de falências tem o apoio dos partidos da base aliada. "Está praticamente pronto", afirmou ele, destacando que faltam apenas alguns ajustes para a aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado(CCJ). Segundo ele, a previsão é que o projeto da lei de falências seja aprovado semana que vem na CCJ. Em relação ao PPP, Mercadante acredita que o texto será votado no final de maio e início de junho no plenário do Senado. Segundo ele, Lula pediu priopridade na votação, destacando que já estão sendo programados investimentos que precisam do PPP. Citou como exemplo projetos de ferrovias, estradas estratégicas e recuperação de portos. Além do PPP e do projeto da lei de falências, o presidente, conforme o líder, chamou atenção para a votação da reforma do judiciário e dos projetos que tratam da biossegurança e da mata atlântica. Segundo ele, com a votação da lei de falências será possível reduzir o spread bancário. Como forma de alavancar investimentos, Lula considerou importante também um projeto que trata da construção civil, em tramitação na Câmara, para alavancar investimentos. Em relação aos bingos, Mercadante disse que presidente informou que o assunto ainda está em discussão e que não é uma questão resolvida. Os senadores da base aliada pediram ao presidente que reduza o envio de medidas provisórias, uma vez que as regras de tramitação dessas MPs dificultam as votações. Eles solicitaram que Lula emita medidas provisórias apenas em casos de assunto relevante e urgente.Lula, segundo os líderes, reconheceu que é necessário mudar o trâmite das medidas provisórias, mas que é um assunto que cabe ao Congresso Nacional. A questão do salário mínimo foi tratada no final da reunião do presidente com os líderes, mesmo assim de maneira rápida, segundo o líder do governo no Congresso, senador Fernanco Bezerra (PTB-RN). O presidente reafirmou que gostaria de ter concedido um aumento maior, mas que se deparou com uma situação que não permitiu fixar um valor acima de R$ 260.

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